Hamas diz ter acertado cessar-fogo em Gaza; Israel nega

terça-feira, 20 de novembro de 2012 18:08 BRST
 

Por Nidal al-Mughrabi e Jeffrey Heller

GAZA/JERUSALÉM, 20 Nov (Reuters) - Uma autoridade do Hamas disse nesta terça-feira que o Egito mediou um acordo de cessar-fogo em Gaza que entraria em vigor em algumas horas, mas um porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "não estamos lá ainda".

"Um acordo para trégua foi acertado. Será declarado às 21 horas e entrará em vigor à meia-noite (20h de Brasília)", disse à Reuters a autoridade do Hamas Ayman Taha, do Cairo, onde ocorrem esforços intensos para interromper o conflito, que já dura sete dias.

O porta-voz de Netanyahu, Mark Regev, disse à Reuters que o anúncio foi prematuro e que as operações do Exército israelense em Gaza, território governado pelo Hamas, continuará junto com os esforços diplomáticos.

"Nós não estamos lá ainda", disse Regev à CNN. "A bola segue em jogo".

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, se dirigia à região para tentar acalmar o conflito e deve se reunir com Netanyhu em Jerusalém ainda nesta terça-feira.

Israel e EUA têm dito preferir uma solução diplomática para a crise em Gaza ao invés de uma possível operação israelense por terra no populoso território de 1,7 milhão de palestinos.

"Nenhum país iria tolerar ataques com foguetes contra suas cidades e contra seus cidadãos. Israel não pode tolerar tais ataques", disse Netanyahu ao lado do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse na segunda-feira que Israel deve cessar sua ação militar na Faixa de Gaza e levantar o bloqueio que impõe ao território palestino em troca de um acordo.   Continuação...

 
Soldados israelenses observam região no topo de unidade de artilharia móvel ao nordeste da Faixa de Gaza, Israel. O presidente do Egito previu nesta terça-feira que a ofensiva de Israel em Gaza pode terminar no fim do dia, informou a imprensa estatal do país, enquanto a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, se dirigia à região para tentar acalmar o conflito. 20/11/2012 REUTERS/Darren Whiteside