United não é responsável por falha de segurança no 11/9, diz juiz

quarta-feira, 21 de novembro de 2012 17:53 BRST
 

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK, 21 Nov (Reuters) - A United Airlines não é responsável por supostos lapsos de segurança em um aeroporto, os quais permitiram que sequestradores embarcassem num avião da American Airlines que colidiu em uma das torres do World Trade Center em 11 de setembro de 2001, determinou um juiz federal.

O juiz Alvin Hellerstein aceitou nesta quarta-feira um pedido da United e de sua controladora, a United Continental Holdings, pela rejeição de acusações de negligência registradas por Larry Silverstein, o arrendatário de uma propriedade do complexo World Trade Center.

A decisão refere-se à destruição do 7 World Trade Center, que desabou horas após ser perfurado por destroços da colisão do voo 11 da American Airlines, controlada pela AMR, com o 1 World Trade Center, uma das torres gêmeas.

Dois dos sequestradores do voo 11, Mohammed Ata e Abdul Aziz al Omari, iniciaram sua viagem a Nova York no aeroporto Portland International Jetport, no Estado do Maine. Lá, eles embarcaram num voo da companhia aérea Colgan Air, controlada pela US Airways, até o aeroporto Logan, em Boston, de onde passaram ao avião norte-americano.

Silverstein argumentou que, como a United está entre as companhias aéreas que operavam o único ponto de segurança do aeroporto de Portland, ela é legalmente responsável pela liberação de todos os passageiros e perdeu uma "clara chance" de evitar o sequestro.

O juiz, no entanto, determinou que a United não deve tem uma obrigação quanto a Silverstein, já que a empresa, atualmente a maior companhia aérea dos EUA, não podia ter previsto os eventos que levaram à destruição da torre.

Bud Perrone, um porta-voz da Silverstein Properties, disse que a empresa estava decepcionada com a decisão, mas acrescentou que continuará a ir atrás de um caso semelhante de negligência, sobre o voo 175 da United.

Uma porta-voz da United não quis comentar.

Os atentados de 11 de setembro mataram mais de 3 mil pessoas em Nova York, Washington e na Pensilvânia.