Com mediação egípcia, entra em vigor trégua entre Hamas e Israel
Por Marwa Awad e Nidal al Mughrabi
CAIRO/GAZA, 21 Nov (Reuters) - Israel e o movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, aderiram na quarta-feira um cessar-fogo mediado pelo Egito, após oito dias de um conflito que matou 162 palestinos e 5 israelenses.
Os dois lados travaram combates até as 21h (17h em Brasília), quando as hostilidades deveriam cessar. Várias explosões sacudiram a Cidade de Gaza, e foguetes caíram na cidade israelense de Beersheba. Mesmo após o horário estipulado, uma dúzia de foguetes de Gaza caiu em Israel, todos em terrenos desabitados, segundo um porta-voz policial.
Se respeitada, a trégua garantirá aos 1,7 milhões de moradores de Gaza um alívio após vários dias de ferozes bombardeios aéreos, além de conter a saraivada de foguetes disparados por militantes palestinos, que enervavam a população do sul de Israel e pela primeira vez atingiram as regiões de Tel Aviv e Jerusalém.
"Allahu Akbar (‘Deus é grande'), caro povo de Gaza, vocês venceram", berraram os alto-falantes de uma mesquita na região, na hora em que a trégua entrou em vigor. "Vocês quebraram a arrogância dos judeus."
Depois de 15 minutos, tiros disparados em celebração ecoaram pelas ruas escuras de Gaza, que gradualmente se encheram de pessoas agitando bandeiras palestinas. Mulheres saíam nas janelas, e fogos de artifício iluminavam o céu.
Líderes do Hamas comemoraram o acordo, qualificando-o como um triunfo da resistência armada, e agradecendo ao Egito por seu papel.
Alguns israelenses realizaram protestos contra o acordo, especialmente na cidade de Kiyat Malachi (sul), onde três israelenses foram mortos por um foguete de Gaza durante o conflito, segundo a Rádio do Exército.
Ao anunciar um acordo no Cairo, o chanceler egípcio, Mohamed Kamel Amr, disse que a mediação "resultou em entendimentos para cessar fogo, restaurar a calma e paralisar o derramamento de sangue". Continuação...

