Farc libertam 4 reféns chineses sequestrados em 2011 na Colômbia

quinta-feira, 22 de novembro de 2012 12:10 BRST
 

BOGOTÁ, 22 Nov (Reuters) - A guerrilha colombiana Farc libertou três funcionários chineses do setor petrolífero e o tradutor deles após mais de um ano de cativeiro em acampamentos na selva, informou uma fonte da polícia nesta quinta-feira.

A libertação na noite de quarta-feira acontece no momento em que negociadores do governo da Colômbia e das Farc estão reunidos em Havana, em Cuba, para fechar um acordo de paz de cinco itens para encerrar um conflito que já matou dezenas de milhares de pessoas desde seu início, em 1964.

Os chineses foram sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em meados de 2011, enquanto dirigiam pelo sul da Colômbia. As Farc os entregaram a membros da Cruz Vermelha.

Uma ofensiva de uma década do governo contra as Farc reduziu o poder dos guerrilheiros e os isolou ainda mais em selvas no interior do país, permitindo que empresas petrolíferas atuem com maior segurança em regiões produtoras de petróleo.

Mas o guerrilheiros ampliaram os ataques contra instalações petrolíferas ao longo do último ano, explodindo oleodutos, sequestrando trabalhadores e dificultando que as empresas mantenham o nível de produção.

As Farc anunciaram esta semana um cessar-fogo unilateral por dois meses, como parte da negociação de paz, mas a polícia diz que os guerrilheiros não estão cumprindo a promessa.

(Reportagem de Helen Murphy e Luis Jaime Acosta)

 
O líder de negociação das Farc Ivan Marquez fala com a imprensa em Havana. A guerrilha colombiana Farc libertou três funcionários chineses do setor petrolífero e o tradutor deles após mais de um ano de cativeiro em acampamentos na selva, informou uma fonte da polícia nesta quinta-feira. A libertação na noite de quarta-feira acontece no momento em que negociadores do governo da Colômbia e das Farc estão reunidos em Havana, em Cuba, para fechar um acordo de paz de cinco itens para encerrar um conflito que já matou dezenas de milhares de pessoas desde seu início, em 1964. 21/11/2012 REUTERS/Enrique De La Osa