Conflito em Gaza revela lado cauteloso do premiê israelense Netanyahu

quinta-feira, 22 de novembro de 2012 14:04 BRST
 

Por Crispian Balmer

JERUSALÉM, 22 Nov (Reuters) - Poucas horas depois de uma bomba explodir em um ônibus de Tel Aviv, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, concordou em estabelecer uma trégua com as pessoas que seu governo acusou pela explosão -- o movimento islâmico Hamas, que governa Gaza.

A decisão de quarta-feira de recuar da beira de uma grande invasão da Faixa de Gaza, apesar do ataque que feriu 15 pessoas no ônibus, contradiz a imagem internacional de Netanyahu como um linha-dura belicoso e inflexível.

De fato, a campanha aérea de oito dias contra militantes do Hamas em Gaza foi a primeira grande operação militar que ele ordenou depois de sete anos no poder -- um registro notável em um país que tem repetidamente ido para a guerra em seus 64 anos de história.

"As pessoas não percebem que Netanyahu não é feliz em puxar o gatilho", disse Ehud Yaari, um membro baseado em Israel do Washington Institute for Near East Policy.

"Ele é muito cauteloso e muito contido. Você pôde ver isso na semana passada. Ele definiu fronteiras muito bem definidas e foi muito cuidadoso para não ir com tudo", acrescentou.

Políticos da oposição foram rápidos para retratar esta posição como um defeito, na esperança de que isso custe votos a Netanyahu em uma eleição geral em 22 de janeiro, que todas as pesquisas de opinião antes do conflito de Gaza mostravam que ele iria ganhar.

"O governo demonstrou fraqueza e hesitação na implantação de seus objetivos e na promessa de conquistar a calma completa para os moradores de Israel", disse Yair Lapid, uma personalidade televisiva que virou político e concorre na eleição de janeiro.

O jornal israelense Maariv também criticou o premiê, publicando uma tirinha mostrando um Netanyahu de aparência taciturna carregando um objeto debaixo do braço com a marcação "caráter para alugar".   Continuação...