Bangcoc tem segurança reforçada para protesto da oposição

sexta-feira, 23 de novembro de 2012 10:42 BRST
 

BANGCOC, 23 Nov (Reuters) - A polícia tailandesa anunciou nesta sexta-feira que vai mobilizar quase 17 mil agentes para evitar a violência durante um protesto da oposição no fim de semana, após o governo ter evocado uma lei especial de segurança alegando haver risco à democracia.

A manifestação pode abrir uma nova fase de turbulência política na Tailândia, que tem registrado episódios violentos nas ruas nos últimos anos. Em 2010, o Exército interveio para dissolver uma mobilização de apoiadores do atual governo, que durante dois meses causou transtornos na capital, Bancoc.

Pelo menos 50 mil manifestantes são esperados nos arredores do Parlamento no sábado, disse o chefe de polícia Adul Saengsingkaew a jornalistas.

A decisão do governo de evocar a Lei de Segurança Interna na região do protesto permitirá que a polícia proíba aglomerações junto a órgãos públicos e prenda pessoas sob a alegação de manter a ordem pública.

Adul disse que a lei "não está em vigor para dispersar a manifestação ou impedi-la de acontecer, mas para garantir que o protesto ocorra pacificamente. É uma medida de proteção para assegurar que as manifestações transcorram tranquilamente."

Em declaração pela TV na quinta-feira, a primeira-ministra Yingluck Shinawatra disse que, ao evocar a lei, ela agiu para proteger a democracia.

"Se um grande número de pessoas for mobilizado pela incitação, comandada por aqueles que buscam derrubar um governo eleito e o regime democrático... e se houver evidências de que a violência possa ser usada para alcançar tais fins, então se trata de um caso de segurança nacional", afirmou ela.

O grupo responsável pelo protesto, chamado Pitak Siam ("proteger o Sião", antigo nome do país), é comandado pelo general reformado Boonlert Kaewprasit. Seu primeiro comício, em 28 de outubro, atraiu 20 mil pessoas, segundo os organizadores, ou 7.000, segundo a polícia.

A oposição acusa Yingluck de agir como um fantoche do seu irmão, o ex-premiê Thaksin Shinawatra, que vive autoexilado em Dubai. Ele foi deposto por militares em 2006 e fugiu do país em 2008, logo antes de ser condenado por abuso de poder.   Continuação...

 
Polícia tailandesa mobilizou 17 mil agentes para conter protestos contra o governo marcados para este final de semana. 23/11/2012 REUTERS/Chaiwat Subprasom