Geithner vai ao Congresso discutir solução para "abismo fiscal"

quinta-feira, 29 de novembro de 2012 09:55 BRST
 

Por Fred Barbash

WASHINGTON, 29 Nov (Reuters) - O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, vai se reunir na quinta-feira com líderes parlamentares para discutir uma forma de evitar o "abismo fiscal" no final do ano, em meio a crescentes sinais de nervosismo do mercado com o atual impasse.

Se o Congresso não agir, amplos aumentos tributários e cortes de gastos públicos entrarão em vigor automaticamente no primeiro dia de 2013. Mas um acordo "não vai acontecer tão cedo", disse o senador republicano John Barrasso em entrevista ao canal Fox Business News na noite de quarta-feira.

Outro senador republicano, John Thune, disse que "neste momento" existe "um pouquinho de impasse".

A bancada do Partido Democrata se opõe a cortes significativos em programas sociais, e quer aumentar impostos dos norte-americanos mais ricos, poupando a classe média. Já a oposição republicana quer cortes profundos nos gastos públicos, sem aumento tributário nenhum.

A agenda de encontros de Geithner na quinta-feira sugere conversas relativamente limitadas com os republicanos, em vez de negociações intensivas.

Geithner, principal negociador do governo para o "abismo fiscal", estará acompanhado do principal assessor legislativo da Casa Branca, Ron Nabors.

A primeira reunião, com o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, deve ocorrer por volta de 10h (13h em Brasília); 45 minutos depois, ele conversa com líderes republicanos na Câmara.

Os emissários do presidente Barack Obama vão almoçar com o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, e em seguida se reúnem com a líder da minoria democrata na Câmara, Nancy Pelosi.

 
Secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, fala durante reunião anual do Instituto Financeiro Internacional, em Tóquio. Geithner vai se reunir com líderes parlamentares para discutir uma forma de evitar o "abismo fiscal" no final do ano, em meio a crescentes sinais de nervosismo do mercado com o atual impasse. 11/10/2012 REUTERS/Yuriko Nakao