Pyongyang anuncia lançamento de foguete, visto como "provocação"

sábado, 1 de dezembro de 2012 09:24 BRST
 

SEUL, 1 Dez (Reuters) - A Coreia do Norte está para lançar seu segundo foguete em 2012, em um movimento que provavelmente vai aumentar tensões diplomáticas e provocar críticas de Washington.

A agência de notícias estatal norte-coreana anunciou neste sábado a decisão de lançar outro satélite espacial, apenas um dia após o jovem líder Kim Jong-un se reunir com uma delegação do Partido Comunista chinês na capital Pyongyang.

Sob nova liderança, a China é a principal aliada política da Coreia do Norte, e tem, de forma contínua, pedido paz na península coreana, onde as partes norte e sul seguem tecnicamente em guerra após um armistício, em vez de um tratado de paz, ter colocado fim ao conflito de 1950-53.

Nenhum comentário sobre o lançamento foi disponibilizado imediatamente pelo Ministério das Relações Exteriores de Pequim.

A pasta correspondente sul-coreana afirmou em comunicado que o movimento de Pyongyang é uma "provocação grave". A agência de notícias japonesa Kyodo disse que o premiê Yoshihiko Noda ordenou a seus ministros que estejam alertas para o lançamento.

"A Coreia do Norte quer dizer à China que é um Estado independente ao preparar o lançamento do míssil, e quer ver se os Estado Unidos vão abandonar suas políticas hostis", avaliou o pesquisador sênior do Instituto para Assuntos de Paz na Universidade Nacional de Seul, Chang Yong-seok.

A Coreia do Norte está proibida de realizar atividades nucleares ou com mísseis sob resoluções das Nações Unidas impostas após Pyongyang levar adiante testes nucleares, embora o país diga que seus foguetes são usados para colocar satélites em órbita com fins pacíficos.

Washington e Seul acreditam que o Estado empobrecido e isolado está testando tecnologia de mísseis de longo alcance, com o objetivo de desenvolver um artefato intercontinental capaz de transportar material nuclear.

As ameaças de Pyongyang têm como objetivo, em parte, obter concessões e ajuda de Washington, segundo analistas.

(Reportagem de David Chance)