1 de Dezembro de 2012 / às 19:19 / em 5 anos

Rebeldes sírios são atacados enquanto oposição negocia

BEIRUTE, 1 Dez (Reuters) - Caças sírios bombardearam áreas de Damasco controladas por rebeldes neste sábado, disseram os moradores, enquanto a oposição dava sinais de que poderia aceitar uma força internacional de manutenção da paz se o presidente Bashar al-Assad fosse obrigado a deixar o poder.

Caças atacaram os subúrbios de Kafar Souseh e Darraya em Damasco, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, um grupo ligado à oposição.

Os ataques aéreos aconteceram depois da intensificação da atividade rebelde na capital, a sede do poder de Assad, assim como de ataques bem-sucedidos de bases militares do governo nas últimas semanas.

“As forças regulares sírias estão tentando controlar as áreas ao redor da capital”, disse o Observatório.

Bombardeios alvejaram um arco contínuo da presença rebelde nos distritos fora da capital, do nordeste ao sudoeste. Ativistas relataram confrontos e ataques aéreos nas províncias de Homs, Deir al-Zor, Idlib e em Aleppo, onde disseram que 14 combatentes rebeldes foram mortos durante um ataque a uma base militar na cidade de Khanasser na manhã de sábado.

É difícil verificar os relatos devido às restrições do governo ao acesso da imprensa na Síria. As conexões da internet na Síria voltaram a funcionar no sábado, depois de um blecaute de dois dias, a pior interrupção nas comunicações no levante de 20 meses contra Assad, em que 40 mil pessoas foram mortas e centenas de milhares obrigadas a fugir do país.

O grupo de oposição Coalizão Nacional Síria pode permitir uma força internacional de manutenção da paz no país se Assad e seus aliados deixarem o poder, disse o porta-voz da coalizão, Walid al-Bunni, no sábado.

Alguns membros da oposição foram contra a presença de tropas estrangeiras, dizendo que a chegada delas poderia servir como um pedido de união para os partidários de Assad em uma região próxima ao Mediterrâneo, onde vivem muitos de sua seita minoritária alauíta.

Bunni disse que a coalizão estava aberta a qualquer proposta se Assad e seus aliados, incluindo as principais autoridades nas forças armadas e no aparato de segurança, fossem removidos.

“Se essa for a primeira condição, então poderemos começar a discutir tudo. Não haverá processo político até que a família governante e todos os outros que dão base ao regime saiam”, acrescentou.

Bunni, um médico que passou a maior parte do período depois que Assad herdou o poder do pai em 2000 em uma prisão como preso político, falava em uma coletiva de imprensa que marcava a conclusão do primeiro encontro completo dos 60 membros da coalizão no Cairo.

Reportagem de Oliver Holmes

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