2 de Dezembro de 2012 / às 20:14 / em 5 anos

Aliado francês pede nova votação para acabar com impasse no UMP

PARIS (Reuters) - O UMP, principal partido conservador da França, chegou mais perto de resolver uma crise no domingo, com Luc Chatel, aliado de um dos dois homens disputando a liderança, pedindo uma nova votação para definir o líder.

Duas semanas de disputas sobre quem ganhou a eleição para a presidência do UMP em 18 novembro mergulhou o partido da oposição em desordem, deixando o presidente socialista, François Hollande, inconteste para avançar políticas de esquerda.

A situação levou o ex-presidente Nicolas Sarkozy a advertir os rivais que eles devem encontrar uma solução para o impasse até terça-feira, ou ele vai desautorizá-los em público, de acordo com a mídia francesa.

No entanto, uma solução emergiu quando o ex-ministro Luc Chatel, um aliado do contestado líder do UMP Jean-François Copé, mudou sua postura e pediu uma nova votação para manter o partido unido.

“Precisamos deixar a voz dos membros ser ouvida”, disse Chatel à publicação semanal Journal du Dimanche. “Nada é mais importante do que a unidade do partido, tudo deve ser feito para salvá-la.”

A opção por uma nova votação foi elogiada pelo ex-primeiro-ministro François Fillon, que aponta a vitória de Copé como inválida devido a suspeitas de fraude. Copé diz que Fillon está tentando burlar as regras do partido.

Para sair do impasse, o ex-presidente Nicolas Sarkozy sugeriu a realização de um referendo sobre a possibilidade de realizar uma nova votação. Mas essa opção foi rejeitada por Copé, depois que Fillon formou um grupo separatista parlamentar com dezenas de apoiadores, que em breve poderá competir com a UMP por milhões de euros de recursos públicos.

O apelo de Chatel aumentou a pressão sobre Copé para moderar sua postura, enquanto o Journal du Dimanche relata que alguns de seus aliados estavam começando a procurar maneiras de impedir a fragmentação do partido.

Em um sinal aparente de flexibilidade, Copé disse que convocará um referendo em breve sobre reformas nas regras do partido e para decidir se ele deve permanecer como presidente até depois das eleições municipais em 2014 --efetivamente cortando seu mandato em um ano.

“Você decidiu me eleger, e é preciso respeitar esse veredicto”, disse ele a membros do partido em Nancy, no nordeste da França.

Mas o grupo de Fillon rejeitou a proposta, chamando-a de “inaceitável” e dizendo que ela ignora os pedidos para uma votação imediata.

Fillon renovou seu apelo para uma nova votação durante uma visita a uma cidade ao norte de Paris e disse que estava pronto para se encontrar com o grupo de Copé na segunda-feira. Enquanto isso, seu advogado disse à imprensa francesa que estava pronto para entrar com processo judicial por uma nova votação, se necessário.

A crise arrastou Sarkozy para a disputa pela primeira vez desde que perdeu as eleições em maio, apesar de seu dever como membro do Conselho Constitucional de ficar fora da política.

Amigos do ex-presidente disseram à mídia francesa que Sarkozy advertiu os rivais de direita para chegarem a um acordo na terça-feira ou ele iria divulgar sua visão de que nenhum deles estaria apto para comandar o partido --uma condenação que poderia inviabilizar as chances de concorrer à presidência em 2017.

Amigos também dizem que Sarkozy ainda se mantém vigilante na política e pode estar de olho em outra candidatura presidencial em 2017.

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