Aliado francês pede nova votação para acabar com impasse no UMP

domingo, 2 de dezembro de 2012 18:11 BRST
 

PARIS (Reuters) - O UMP, principal partido conservador da França, chegou mais perto de resolver uma crise no domingo, com Luc Chatel, aliado de um dos dois homens disputando a liderança, pedindo uma nova votação para definir o líder.

Duas semanas de disputas sobre quem ganhou a eleição para a presidência do UMP em 18 novembro mergulhou o partido da oposição em desordem, deixando o presidente socialista, François Hollande, inconteste para avançar políticas de esquerda.

A situação levou o ex-presidente Nicolas Sarkozy a advertir os rivais que eles devem encontrar uma solução para o impasse até terça-feira, ou ele vai desautorizá-los em público, de acordo com a mídia francesa.

No entanto, uma solução emergiu quando o ex-ministro Luc Chatel, um aliado do contestado líder do UMP Jean-François Copé, mudou sua postura e pediu uma nova votação para manter o partido unido.

"Precisamos deixar a voz dos membros ser ouvida", disse Chatel à publicação semanal Journal du Dimanche. "Nada é mais importante do que a unidade do partido, tudo deve ser feito para salvá-la."

A opção por uma nova votação foi elogiada pelo ex-primeiro-ministro François Fillon, que aponta a vitória de Copé como inválida devido a suspeitas de fraude. Copé diz que Fillon está tentando burlar as regras do partido.

Para sair do impasse, o ex-presidente Nicolas Sarkozy sugeriu a realização de um referendo sobre a possibilidade de realizar uma nova votação. Mas essa opção foi rejeitada por Copé, depois que Fillon formou um grupo separatista parlamentar com dezenas de apoiadores, que em breve poderá competir com a UMP por milhões de euros de recursos públicos.

O apelo de Chatel aumentou a pressão sobre Copé para moderar sua postura, enquanto o Journal du Dimanche relata que alguns de seus aliados estavam começando a procurar maneiras de impedir a fragmentação do partido.

Em um sinal aparente de flexibilidade, Copé disse que convocará um referendo em breve sobre reformas nas regras do partido e para decidir se ele deve permanecer como presidente até depois das eleições municipais em 2014 --efetivamente cortando seu mandato em um ano.   Continuação...