Síria nega plano de usar armas químicas

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 13:46 BRST
 

Por Erika Solomon

BEIRUTE, 3 Dez (Reuters) - A Síria informou nesta segunda-feira que não iria usar armas químicas contra seu próprio povo, depois que os Estados Unidos alertaram que tomariam medidas contra qualquer escalada desse tipo.

A declaração veio em meio a relatos da mídia, citando autoridades europeias e norte-americanas, de que as armas químicas da Síria foram deslocadas e podem estar preparadas para uso em resposta aos ganhos dramáticos por rebeldes que lutam para derrubar o presidente Bashar al-Assad.

"A Síria tem destacado repetidamente que não vai usar estes tipos de armas, se estivessem disponíveis, sob quaisquer circunstâncias contra seu povo", disse o Ministério de Relações Exteriores.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, havia avisado mais cedo que Washington iria tomar medidas se a Síria usasse essas armas.

"Eu não vou telegrafar as especificidades do que fazemos em caso de provas críveis de que o regime de Assad tem recorrido ao uso de armas químicas contra seu próprio povo, mas basta dizer que certamente estamos planejando tomar medidas, se essa eventualidade ocorresse", afirmou ela durante uma visita a Praga, nesta segunda-feira.

A oposição acredita que Assad, que elevou sua resposta aos ganhos rebeldes na revolta que já dura 20 meses, poderia recorrer a armas mais pesadas e alguns sugeriram que ele poderia usar armas químicas.

Os rebeldes começaram a avançar rapidamente nas últimas semanas, depois de meses de cercos lentos para cortar rotas do Exército e suprimentos.

Nas últimas semanas, eles apreenderam várias bases militares em todo o país, e um campo de petróleo e uma barragem hidrelétrica no nordeste. Rebeldes estão usando armas antiaéreas para atacar os helicópteros militares e aviões de combate que bombardearam as suas posições com impunidade até agora.   Continuação...

 
Prédios foram destruídos em Daria, próximo a Damasco, após bombardeio de jato leal ao governo do presidente Bashar al-Assad. 01/12/2012. REUTERS/Fadi Al-Derani/Shaam News Network/Handout