Israel enfrenta condenação na Europa por plano de assentamentos
Por Jeffrey Heller
JERUSALÉM, 3 Dez (Reuters) - Israel enfrentou críticas da Europa nesta segunda-feira sobre a decisão do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de ampliar a construção de assentamentos após o reconhecimento de fato pela Organização das Nações Unidas de um Estado palestino.
Grã-Bretanha, França e Suécia convocaram os embaixadores israelenses em suas respectivas capitais para ouvir a profunda desaprovação ao plano para construir mais 3.000 casas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Antes de uma visita de Netanyahu esta semana, a Alemanha, considerada o aliado mais próximo de Israel na Europa, fez um apelo para que o país a se abstivesse da expansão de assentamentos, e a Rússia disse que viu a ação israelense com preocupação.
Irritado com a elevação de status dos palestinos na Assembleia Geral da ONU na quinta-feira de "entidade observadora" para "Estado não-membro", Israel disse no dia seguinte que iria construir as novas habitações para colonos.
Tais projetos no passado, em terras que Israel capturou na guerra de 1967 e que os palestinos querem para um futuro Estado, rotineiramente provocaram condenação mundial.
Mas, em uma mudança dramática que Netanyahu teria certamente imaginado que causaria alarme entre os palestinos e nas capitais mundiais, o seu governo pró-colonos também ordenou um "zoneamento preliminar e um trabalho de planejamento" para milhares de unidades habitacionais em áreas que incluem a chamada zona leste de Jerusalém "E1".
Tal construção nas montanhas áridas do E1 -- ainda em planejamento e nunca posta em prática em face da oposição de seu principal aliado, os Estados Unidos -- poderia bifurcar a Cisjordânia e enfraquecer ainda mais as esperanças de um Estado contíguo.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o plano de assentamentos seria um "golpe quase fatal" para uma solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino. Continuação...

