Israel leva adiante plano de assentamento apesar de críticas

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012 14:39 BRST
 

Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM, 5 Dez (Reuters) - Israel avançou nesta quarta-feira com os planos para construir cerca de 3.000 casas de colonos em uma das áreas mais sensíveis da Cisjordânia ocupada, desafiando as objeções internacionais.

Um funcionário do Ministério da Defesa disse que arquitetos e empreiteiros apareceram diante de uma subcomissão da Administração Civil, comandada por militares, na Cisjordânia e registraram seus planos para a construção no corredor E1 perto de Jerusalém, uma etapa preliminar antes de qualquer licença de construção ser emitida.

Irritado com o reconhecimento de fato de um Estado palestino pela Assembleia-Geral da ONU na quinta-feira, Israel anunciou no dia seguinte que iria construir as novas moradias para colonos em terras perto de Jerusalém, que os palestinos querem para um futuro Estado.

A decisão do governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de construir casas em E1 pela primeira vez causou alarme entre os palestinos e nas capitais do mundo.

A habitação israelense sobre as colinas áridas do corredor poderia bifurcar a Cisjordânia, barrar os palestinos de Jerusalém e enfraquecer as esperanças de um estado contíguo.

A subcomissão Conselho Superior de Planejamento, da Administração Civil, reuniu-se horas antes de Netanyahu visitar a Alemanha, onde ele enfrentará uma bronca da chanceler alemã, Angela Merkel, sobre o projeto de assentamento.

"Esta é uma fase processual preliminar, para depositar os planos", disse o funcionário da Defesa. "Cada passo futuro ainda vai exigir mais licenças."

O ministro de Habitação de Israel explicou que o trabalho de construção em E1 não começará por pelo menos um ano.   Continuação...

 
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chega em coletiva de imprensa em Praga. Israel avançou nesta quarta-feira com os planos para construir cerca de 3.000 casas de colonos em uma das áreas mais sensíveis da Cisjordânia ocupada, desafiando as objeções internacionais. 5/12/2012 REUTERS/David W Cerny