Egito tem confrontos, apesar de proposta para encerrar crise

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012 20:09 BRST
 

Por Yasmine Saleh e Marwa Awad

CAIRO, 5 Dez (Reuters) - Ativistas islâmicos enfrentaram manifestantes nesta quarta-feira em frente ao palácio presidencial egípcio, enquanto no interior o vice-presidente propunha uma forma de encerrar a crise por causa de um projeto de Constituição que divide o mais populoso país árabe.

Pedras e bombas incendiárias foram atiradas de lado a lado, e o Ministério do Interior disse que 32 pessoas foram presas e três veículos policiais foram destruídos.

Dois ativistas islâmicos foram atingidos nas pernas pelo que amigos dele disseram ser balas disparadas durante confrontos nas ruas próximas ao palácio, no norte do Cairo. Um deles sangrava profusamente. Um grupo esquerdista disse que um dos seus membros teve uma orelha arrancada por militantes islâmicos.

Fontes médicas disseram que 33 pessoas ficaram feridas, mas o Ministério da Saúde desmentiu rumores sobre vítimas fatais.

A tropa de choque da polícia foi mobilizada para separar partidários e opositores do presidente Mohamed Mursi, que haviam ocorrido ao anoitecer, apesar da tentativa do vice-presidente, Mahmoud Mekky, de atenuar a crise.

Mekky disse que emendas a artigos polêmicos do projeto constitucional serão negociados com a oposição. Um acordo por escrito poderá então ser apresentado ao próximo Parlamento, que será eleito depois de um referendo sobre a Constituição, convocado para 15 de dezembro.

"É preciso haver consenso", disse ele em entrevista coletiva, acrescentando que as exigências da oposição precisam ser respeitadas.

O primeiro-ministro, Hisham Kandil, disse que é preciso ter calma e "dar a oportunidade" para os esforços por um diálogo nacional.   Continuação...

 
Um homem caminha em frente à tropa de choque no portão do palácio presidencial em Cairo, no Egito. 5/12/2012 REUTERS/Mohamed Abd El Ghany