Brasil e Argentina discutem entraves comerciais que afetam Mercosul
Por Esteban Israel
BRASÍLIA, 7 Dez (Reuters) - A verdadeira cúpula do Mercosul em Brasília começa nesta sexta-feira, mas quando todos os convidados já estiverem voltando para casa.
Será quando a presidente Dilma Rousseff e a colega argentina Cristina de Kirchner irão se fechar durante duas horas a sós no Palácio da Alvorada para discutir a lista cada vez maior de problemas que tumultuam a relação entre as duas maiores economias da América do Sul.
O Brasil quer discutir a queda de 21 por cento das importações brasileiras pela Argentina no ano e a acelerada perda de mercado perante a China, disse à Reuters uma autoridade brasileira de alto escalão.
"A Argentina também é um problema brasileiro. O Brasil não pode permitir que haja uma crise", disse a fonte. "Temos uma aliança estratégica e temos de buscar uma solução", acrescentou.
Reservadamente, no entanto, as autoridades brasileiras se mostram cada vez mais frustradas com os entraves comerciais impostos este ano pela Argentina para tentar conter a saída de dólares do país.
O ponto de vista da Argentina é diametralmente oposto. "Não há conflitos", disse um diplomata argentino do alto escalão que esperava a chegada de Cristina no hall do Palácio do Itamaraty, a sede do Ministério das Relações Exteriores brasileiro onde a cúpula é realizada. "O comércio é apenas uma pequena parte da agenda bilateral", afirmou.
PERDENDO PESO
A reunião entre Dilma e Cristina Kirchner ilustra os malabarismos do Brasil para não perder um mercado de 22,7 bilhões de dólares anuais para seus produtos. Continuação...

