Provocação nuclear iraniana deve ser contida em 2013, diz Israel

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 19:54 BRST
 

JERUSALÉM, 10 Dez (Reuters) - O Irã está se aproximando da capacidade de construir uma bomba nuclear e o problema terá que ser confrontado em 2013, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na segunda-feira.

Autoridades israelenses gostariam que os Estados Unidos tomassem a iniciativa de um ataque militar contra as instalações nucleares do Irã, mas dizem em particular que o farão sozinhos se for necessário, descrevendo um Irã com armas nucleares como uma ameaça existencial ao Estado judeu.

Falando a jornalistas estrangeiros, Netanyahu disse que Israel estava seguindo a linha vermelha que havia traçado em setembro, quando disse à Organização das Nações Unidas que o Irã não deveria enriquecer urânio suficiente para fazer nem uma única ogiva.

"Deixei claro que assim que o Irã atravessar esse limiar de enriquecimento, as chances de pararmos de maneira efetiva seu programa de armas nucleares seriam reduzidas dramaticamente", disse.

"O Irã está a dois meses e meio de cruzar essa linha e não há dúvida de que esse será um desafio importante com o qual teremos que lidar no próximo ano."

O Irã nega as acusações de Israel, dos Estados Unidos e de muitos governos ocidentais de que está tentando desenvolver armas nucleares, dizendo que seu ambicioso programa nuclear tem fins pacíficos e objetivos civis.

Especialistas israelenses disseram que o Irã poderia ter enriquecido urânio suficiente para produzir apenas uma bomba até a primavera ou o verão (boreal) de 2013. Em um esforço para deter o Irã, as potências ocidentais impuseram sanções econômicas cada vez mais duras contra a República Islâmica.

"As sanções contra o Irã estão prejudicando a economia iraniana. Não há dúvida disso. Mas não estamos vendo nenhuma prova de que as sanções tenham paralisado o programa de armas nucleares do Irã", disse Netanyahu.

"Israel é mais capaz de lidar com esse desafio do que era quando assumi o cargo há quatro anos", disse Netanyahu, que deve ser reeleito em 22 de janeiro.

(Reportagem de Crispian Balmer)