Putin critica lei dos EUA sobre direitos humanos, mas pede resposta comedida

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 17:15 BRST
 

Por Alexei Anishchuk

MOSCOU, 13 Dez (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse na quinta-feira que uma nova legislação norte-americana para punir os violadores dos direitos humanos russos prejudicaria as relações com o governo dos Estados Unidos, mas pediu por uma resposta comedida.

"Esse é um ato puramente político e não amigável", disse ele. "Não entendo por que eles sacrificariam as relações entre EUA e Rússia a fim de ganhar alguns dividendos políticos em casa."

Na semana passada, o Senado norte-americano aprovou um projeto de lei que exige que os EUA neguem a concessão de vistos e congelem os bens das pessoas envolvidas com a morte do advogado russo Sergei Magnitsky e outros supostos violadores dos direitos humanos.

O presidente Barack Obama deve em breve transformar o projeto em lei.

Putin advertiu que a Lei Magnitsky abalaria ainda mais uma relação já em dificuldades por causa do conflito na Síria e das críticas ao Kremlin desde a volta dele à Presidência em maio.

"Por que eles precisam disso? Eles falam sobre um ‘reinício', quando eles mesmos pioram a situação", afirmou Putin, referindo-se aos esforços de Obama no primeiro mandato para melhorar as relações.

Ele defendeu um projeto de lei em retaliação a ser debatido na Câmara dos Deputados da Rússia (Duma) na sexta-feira. Ele prevê a proibição da entrada de norte-americanos que teriam violado os direitos dos cidadãos russos no exterior.

"Acho que está absolutamente certo o Duma tomar essa iniciativa", afirmou ele. "Precisamos garantir, no entanto, que as decisões tomadas por nós sejam adequadas e não excessivas."   Continuação...

 
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, gesticula durante reunião do governo em Moscou, Rússia. Putin disse que uma nova legislação norte-americana para punir os violadores dos direitos humanos russos prejudicaria as relações com o governo dos Estados Unidos, mas pediu por uma resposta comedida. 13/12/2012 REUTERS/Alexei Nokolsky/RIA Novosti/Kremlin