Obama sanciona lei de comércio e direitos humanos que irrita Rússia

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 19:26 BRST
 

Por Doug Palmer

WASHINGTON, 14 Dez (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou nesta sexta-feira uma lei que moderniza as relações comerciais do país com a Rússia, mas que também põe em xeque as relações bilaterais ao permitir que Washington denuncie publicamente russos que violem os direitos humanos.

A medida, aprovada por ampla margem no Congresso, permite que Obama estabeleça "relações comerciais permanentes normais" com a Rússia, revogando restrições que datavam da Guerra Fria.

O texto também determina que Obama proíba violadores russos de direitos humanos de entrarem nos Estados Unidos, além de congelar patrimônios que essas pessoas mantenham em bancos norte-americanos.

A lei levou o nome de Sergei Magnitsky, advogado russo especializado no combate à corrupção e que muitos parlamentares norte-americanos acreditam ter sido surrado até a morte em uma prisão da Rússia em 2009.

Na quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que a aprovação da lei nos Estados Unidos foi "um ato puramente político e inamistoso".

"Não entendo por que eles iriam sacrificar as relações EUA-Rússia a fim de obter algum dividendo político doméstico", disse Putin.

Em nota depois da promulgação presidencial, a chancelaria russa manteve o tom duro, qualificando a nova lei de "míope e perigosa" e de "uma interferência escancarada em nossos assuntos internos".

A nota critica principalmente os parlamentares norte-americanos, mas lamenta que Obama não tenha "superado aqueles ... que veem nosso país não como um parceiro, mas um inimigo".   Continuação...

 
Foto de arquivo de encontro entre o presidente norte-americano Barack Obama e o presidente russo Vladmir Putin em Los Cabos, no México. Obama sancionou nesta sexta-feira uma lei que moderniza as relações comerciais do país com a Rússia, mas que também põe em xeque as relações bilaterais ao permitir que Washington denuncie publicamente russos que violem os direitos humanos. 18/16/2012 REUTERS/Jason Reed