14 de Dezembro de 2012 / às 21:08 / 5 anos atrás

Obama sanciona lei de comércio e direitos humanos que irrita Rússia

Foto de arquivo de encontro entre o presidente norte-americano Barack Obama e o presidente russo Vladmir Putin em Los Cabos, no México. Obama sancionou nesta sexta-feira uma lei que moderniza as relações comerciais do país com a Rússia, mas que também põe em xeque as relações bilaterais ao permitir que Washington denuncie publicamente russos que violem os direitos humanos. 18/16/2012 REUTERS/Jason Reed

Por Doug Palmer

WASHINGTON, 14 Dez (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou nesta sexta-feira uma lei que moderniza as relações comerciais do país com a Rússia, mas que também põe em xeque as relações bilaterais ao permitir que Washington denuncie publicamente russos que violem os direitos humanos.

A medida, aprovada por ampla margem no Congresso, permite que Obama estabeleça “relações comerciais permanentes normais” com a Rússia, revogando restrições que datavam da Guerra Fria.

O texto também determina que Obama proíba violadores russos de direitos humanos de entrarem nos Estados Unidos, além de congelar patrimônios que essas pessoas mantenham em bancos norte-americanos.

A lei levou o nome de Sergei Magnitsky, advogado russo especializado no combate à corrupção e que muitos parlamentares norte-americanos acreditam ter sido surrado até a morte em uma prisão da Rússia em 2009.

Na quinta-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que a aprovação da lei nos Estados Unidos foi “um ato puramente político e inamistoso”.

“Não entendo por que eles iriam sacrificar as relações EUA-Rússia a fim de obter algum dividendo político doméstico”, disse Putin.

Em nota depois da promulgação presidencial, a chancelaria russa manteve o tom duro, qualificando a nova lei de “míope e perigosa” e de “uma interferência escancarada em nossos assuntos internos”.

A nota critica principalmente os parlamentares norte-americanos, mas lamenta que Obama não tenha “superado aqueles ... que veem nosso país não como um parceiro, mas um inimigo”.

Desde que Putin retornou à presidência russa, em maio, as relações com os Estados Unidos passam por complicações devido a assuntos como o conflito na Síria e o tratamento dispensado pelo Kremlin aos seus críticos.

A lei determina que Obama publique os nomes de russos considerados violadores dos direitos humanos, mas autoriza que algumas identidades sejam mantidas em sigilo se isso for considerado do interesse nacional norte-americano.

Reportagem adicional de Andrew Quinn, em Washington; de Steve Gutterman e Alissa de Carbonnel, em Moscou

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