Obama enfrenta críticas por possível nomeação de Hagel para Pentágono
Por Matt Spetalnick
WASHINGTON, 19 Dez (Reuters) - Grupos pró-Israel, neoconservadores e até alguns ex-colegas do Congresso estão questionando o presidente dos EUA, Barack Obama, por causa da sua suposta intenção de nomear o ex-senador republicano Chuck Hagel para comandar o Departamento de Defesa.
Assessores de Obama não dão sinais de que o nome de Hagel tenha sido descartado, embora vários líderes judaicos dos EUA tenham reservadamente se queixado das opiniões dele, principalmente a respeito de Israel e Irã, durante uma festa de Hanukkah realizada na semana passada na Casa Branca, segundo um dos participantes.
Mas o que ficou claro nos últimos dias é que o presidente, um democrata, terá de encarar uma briga pela confirmação do novo secretário no Congresso caso opte pelo ex-senador de Nebraska, considerado um republicano moderado.
A Casa Branca está preparando um grande realinhamento da equipe de segurança nacional de Obama, possivelmente até o final desta semana, segundo fontes familiarizadas com o processo. O atual chefe do Pentágono, Leon Panetta, já anunciou a decisão de não participar do segundo mandato de Obama, que começa em janeiro.
Mas o anúncio dos novos nomeados pode ser retardado por causa das complicadas negociações do Executivo com parlamentares republicanos acerca de como evitar o "abismo fiscal".
Isso daria aos opositores de Hagel mais tempo para mobilizar um movimento contra a indicação dele, publicamente ou nos bastidores. Mas mesmo esse grupo duvida que seja capaz de impedir a nomeação.
O próprio Obama tem sido questionado por judeus norte-americanos a respeito da sua relação com Israel -- um aliado histórico, mas que vive um momento de relações tensas com Washington. A indicação de Hagel, nesse contexto, poderia ser um risco para o presidente.
"Essa é uma nomeação que pode ser tóxica em algum grau para a Casa Branca", disse um assessor de política externa de um senador republicano. "Será que eles realmente querem isso nos primeiros meses do segundo mandato?". Continuação...

