EUA enterram vítimas de tiroteio; debate sobre controle de armas cresce
Por Edward Krudy e Peter Rudegeair
NEWTOWN, Estados Unidos, 19 Dez (Reuters) - Mais seis vítimas do tiroteio na escola de Newtown, nos EUA, serão homenageadas em funerais e vigílias nesta quarta-feira, incluindo a diretora da escola, que foi morta com 20 de seus alunos e cinco outros membros da equipe na Sandy Hook Elementary.
O massacre de tantas crianças, a maioria delas de apenas 6 ou 7 anos de idade, chocou os Estados Unidos e o mundo, renovando o debate sobre o controle de armas em um país onde o direito de portar armas é protegido pela Constituição e ferozmente defendido por muitos.
Adam Lanza, o atirador de 20 anos de idade, levou centenas de cartuchos de munição em compartimentos extras e atirou nas suas vítimas repetidamente, em um deles 11 vezes. Ele também atirou e matou sua mãe antes de dirigir para a escola, e depois se matou.
A família da diretora Dawn Hochsprung convidou pessoas para uma casa funerária local, na tarde desta quarta-feira, mas o enterro seria privado, em horário não revelado.
Outra das professoras, Victoria Soto, estava entre os que seriam enterrados em um funeral nesta quarta-feira.
Também foram agendados funerais para Charlotte Bacon, de 6 anos, Daniel Barden, de 7 anos, e Caroline Previdi, de 6 anos, enquanto a família de Chase Kowalski, de 7 anos, convidou as pessoas para uma visitação pública e vigília de oração.
Os alunos sobreviventes da escola ainda não retornaram às aulas e as autoridades e pais estão fazendo planos para um eventual retorno em uma localidade diferente. No prédio da escola Sandy Hook, pessoas deixaram tributos como velas, flores e animais de pelúcia.
A polícia continua as investigações, mas já disse que isso pode durar meses e talvez não revelar nada sobre o motivo de Lanza. Continuação...

