Negociações sobre "abismo fiscal" azedam; Obama ameaça veto
Por Matt Spetalnick e Mark Felsenthal
WASHINGTON, 19 Dez (Reuters) - O progresso nas negociações para evitar uma crise fiscal nos Estados Unidos pareceu estancar nesta quarta-feira, após o presidente Barack Obama acusar republicanos de resistir devido a um rancor pessoal contra ele, enquanto um líder republicano chamou o presidente de "irracional".
Obama e o presidente da Câmara dos EUA, John Boehner, o republicano de posição mais alta no Congresso, têm negociado um acordo para evitar árduos aumentos de impostos e cortes de gastos agendados para janeiro, que podem desencadear uma recessão, e Obama disse que está intrigado sobre o que está atrasando as conversas.
"É muito difícil para eles dizerem 'sim' para mim", disse o presidente durante coletiva de imprensa.
O aumento nas tensões ameaça anular o progresso significativo realizado ao longo da semana passada nas negociações sobre o chamado abismo fiscal, que têm como objetivo reduzir o crescimento dos 16 trilhões de dólares em dívida dos EUA.
Obama e Boehner ofereceram significativas concessões que fizeram com que um acordo parecesse próximo. Obama aceitou cortes em benefícios para idosos, enquanto Boehner admitiu a demanda de Obama de que os impostos subam para os norte-americanos mais ricos.
No entanto, o clima de boa-vontade azedou desde que republicanos anunciaram a intenção, na terça-feira, de votar um plano tributário alternativo na Câmara nesta semana que, de maneira geral, ignoraria os progressos realizados até agora nas negociações.
Obama ameaçou vetar o plano republicano caso o Congresso o aprove.
O gabinete de Boehner criticou Obama por opor-se ao plano, que inclui uma concessão republicana que elevaria impostos sobre famílias cuja renda supera 1 milhão de dólares por ano. Continuação...

