Obama nomeia John Kerry como próximo secretário de Estado

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012 20:23 BRST
 

Por Matt Spetalnick e Tabassum Zakaria

WASHINGTON, 21 Dez (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, nomeou na sexta-feira o senador John Kerry para substituir Hillary Clinton à frente do Departamento de Estado, dando início à reformulação da sua equipe de segurança nacional para o segundo mandato.

Obama decidiu-se por Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e candidato derrotado a presidente em 2004, depois que a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, que era a favorita, retirou seu nome de consideração, na semana passada.

Mas Obama evitou nomear imediatamente um novo secretário de Defesa, diante da crescente resistência aos rumores de que o indicado seria o ex-senador republicano Chuck Hagel.

Tendo Kerry ao seu lado, Obama manifestou confiança em uma rápida aprovação do seu nome pelo Congresso.

"Ao virarmos a página de uma década de guerra, ele entende que precisamos reunir todos os elementos do poder americano e garantir que eles estão funcionando juntos", disse Obama. "John já conquistou o respeito e a confiança dos líderes do mundo todo. Ele não vai precisar de muito treinamento na tarefa."

A Casa Branca inicialmente pretendia fazer todas as nomeações de segurança nacional, incluindo o novo diretor da CIA, antes do Natal. A intenção foi atrapalhada pela resistência ao nome de Hagel e por outras questões que ocuparam a atenção de Obama - como o impasse a respeito do "abismo fiscal" e o massacre numa escola de Connecticut na semana passada.

Kerry, de 69 anos, há anos cobiçava o cargo de secretário de Estado. Hillary Clinton, a atual ocupante, é consistentemente apontada como a mais popular integrante do gabinete de Obama.

Rice, que era inicialmente a favorita, foi deixada de lado por causa do seu criticado comportamento nos dias que se seguiram ao atentado de 11 de setembro contra o consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia. Ela disse que abria mão da indicação para poupar o governo de um longo e desgastante processo de aprovação no Senado.   Continuação...