Guerra civil síria atingiu impasse e Assad não sairá, diz chanceler russo

sábado, 22 de dezembro de 2012 16:21 BRST
 

Por Dominic Evans

BEIRUTE, 22 Dez (Reuters) - A guerra civil na Síria atingiu um impasse, e os esforços internacionais para convencer o presidente Bashar al-Assad a renunciar não surtirão efeito, disse neste sábado o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

Rebeldes predominantemente sunitas tentam derrubar Assad e lutam nas cercanias da capital Damasco e conquistando territórios no sul, após saírem de seus redutos no norte, nas cidades de Aleppo e Idlib.

Mas Assad, da minoria alauíta, ligada aos xiitas, respondeu com artilharia, ataques aéreos e, de acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mísseis Scud. Isso levou a aliança a levar sistemas de defesa à fronteira com a Turquia.

O enviado do Kremlin ao Oriente Médio disse neste mês que os rebeldes podiam derrotar as forças de Assad, e que Moscou estava preparando uma possível retirada dos russos do país, no maior sinal de que a nação está se preparando para a Síria pós-Assad.

Muitos países ocidentais e árabes pediram para que Assad renuncie antes que o conflito, que já dura 21 meses e matou mais de 44 mil pessoas, cause ainda mais perdas.

Mas Lavrov disse que o presidente da Síria não está perto de ceder à pressão dos oponentes ou aos líderes de Moscou e Pequim, mais simpáticos a ele.

"Ouçam, ninguém vencerá esta guerra", afirmou Lavrov a repórteres a bordo do avião presidencial, a caminho de Moscou, após o encontro Rússia-União Europeia, em Bruxelas. "Assad não vai a lugar algum, não importa o que digam, seja a China ou a Rússia."

Lavrov afirmou que a Rússia rejeitou pedidos de países da região para pressionar Assad a deixar o país ou oferecer asilo ao líder, e alertou que sua saída pode até aumentar a violência.   Continuação...