Autoridades sírias vão a Moscou discutir propostas para a crise

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 11:29 BRST
 

Por Erika Solomon e Laila Bassam

BEIRUTE, 26 Dez (Reuters) - Funcionários do Ministério de Relações Exteriores da Síria foram para Moscou nesta quarta-feira para discutir propostas para acabar com a crise síria, que já dura 21 meses, aparentemente criadas pelo emissário internacional Lakhdar Brahimi, disseram fontes sírias e libanesas.

O vice-chanceler Faisal Makdad e outro assessor vão sondar autoridades russas sobre os detalhes de reuniões com Brahimi em Damasco esta semana, informou uma fonte de segurança síria.

Um funcionário libanês próximo ao governo do presidente Bashar al-Assad disse que as autoridades sírias estavam otimistas depois de conversas com o enviado das Nações Unidas e da Liga Árabe, que se reuniu com o ministro sírio de Relações Exteriores, Walid Moualem, na terça-feira e com o próprio Assad no dia anterior.

"Há um novo estado de espírito agora e algo de bom está acontecendo", disse o funcionário, que pediu para não ser identificado devido à sensibilidade da questão. "É claro que agora eles (autoridades sírias) querem se reunir com seus aliados para discutir estes novos desdobramentos."

Mais de 44 mil sírios morreram na revolta contra quatro décadas de governo da família Assad, um conflito que começou com protestos pacíficos, mas que se transformou em guerra civil.

Brahimi está na Síria para uma semana de conversas com autoridades do governo e alguns dissidentes, mas até agora não disse nada sobre quaisquer novas propostas ou desdobramentos.

No início de dezembro, ele manteve reuniões entre a Rússia, principal fornecedor de armas da Síria e aliada de Assad, e os Estados Unidos, que colocaram seu peso por trás da oposição. Embora ambos os lados tenham dito que queriam um acordo político, nenhum alterou a sua posição sobre Assad.

A proposta anterior de Brahimi centrava-se em um governo de transição, que deixou em aberto o papel futuro de Assad, algo que se tornou um ponto de atrito entre o governo, a oposição e as potências estrangeiras que apoiam diferentes lados.   Continuação...