Segunda posse de Obama deve ter uma Washington desanimada e menos cheia

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012 20:22 BRST
 

Por Samuel P. Jacobs

WASHINGTON, 26 Dez (Reuters) - É uma daquelas ocasiões que são a quintessência de Washington: a posse de um presidente, um festival de vários dias de patriotismo, política, otimismo e autocongratulações.

Tudo isso estará à mostra em 21 de janeiro, quando o presidente Barack Obama tomará publicamente posse de seu segundo mandato de quatro anos. Mas essa cerimônia será bem menos grandiosa do que a primeira, em 2009, quando um recorde de 1,8 milhão de visitantes inundou a cidade para ver o primeiro presidente negro assumir o cargo.

Dessa vez a celebração não deve atrair mais do que 800.000 convidados, estimam autoridades municipais. Como resultado, alguns quartos de hotéis de luxo e mesas em restaurantes chiques ainda estão disponíveis a menos de um mês da posse.

O Mandarin Oriental Hotel, com suas vistas envolventes do National Mall, inicialmente exigia que os convidados para a posse fizessem reservas por quatro noites. Agora a exigência é de três noites para tentar encher seus quartos.

Mas a "inflação da posse" ainda se aplica: o quarto menos caro do Mandarin, normalmente disponível a uma diária de 295 dólares, começa a 1.195 dólares durante o longo final de semana da posse.

Mesmo assim, a demanda por reservas em hotel e restaurante para essa posse é fraca em comparação com a procura que se seguiu à primeira eleição de Obama.

Na época, a luta por hospedagem era tão desesperada que residentes e inquilinos de Washington e dos subúrbios de Maryland e Virgínia alugaram suas casas para a posse, criando um amplo mercado secundário em hospedagem naquela semana.

Centenas desses proprietários - inclusive o ex-senador pelo Tennessee e ator Fred Thompson, que ofereceu seu apartamento para aluguel por 30.000 dólares por cinco dias - buscaram lucrar com as festividades e deixar a cidade para evitar a multidão.   Continuação...