Forças de Assad tomam bairro de Homs dos rebeldes--ativistas

sábado, 29 de dezembro de 2012 11:21 BRST
 

BEIRUTE, Dec (Reuters) - As forças do governo sírio expulsaram rebeldes de um bairro de Homs após dias de intensas batalhas pela estratégica cidade, disseram neste sábado ativistas da oposição.

Os ativistas afirmaram que o Exército invadiu o bairro de Deir Ba'alba, no nordeste de Homs, deixando sob controle dos rebeldes apenas os bairros centrais ao redor da antiga cidade e o bairro de Khalidiyah, ao norte.

Homs, no centro da Síria, foi palco neste ano de alguns dos piores conflitos na revolta de 21 meses contra o presidente Bashar al-Assad, que já deixou pelo menos 45 mil mortos, de acordo com números de ativistas.

Na junção de estradas que liga a base de Assad na cidade portuária de Tartous e a província de Latakia, Homs tem valor estratégico na batalha travada pelos rebeldes majoritariamente sunitas.

Há relatos não confirmados da morte de dezenas de combatentes na batalha por Deir Ba'alba, disse Rami Abdelrahman, diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que tem sede na Grã-Bretanha.

Rebeldes ganharam terreno nos últimos meses, particularmente nas províncias de Aleppo e Idlib, no norte do país, e lançaram uma ofensiva na província central de Hama, o que pode estender o controle do grupo para o sul, na direção de Homs e Damasco.

Mas um ativista na província de Hama disse neste sábado que o Exército reforçou suas posições na cidade de Morek que fica na principal estrada Norte-Sul que liga Damasco a Aleppo, forçando os rebeldes, que estavam ficando sem munição, a recuar.

Um ataque rebelde na base militar de Wadi Deif, mais ao norte na mesma rodovia, também perdeu força devido à falta de suprimentos dos rebeldes, afirmou à Reuters via Skype um ativista que usou o nome de Ali al-Idlibi.

Ele também disse que as forças de Assad bombardearam a cidade provinciana de Karnaz, em Hama, no sábado, matando dez pessoas. Outros ativistas afirmaram que 12 pessoas ficaram feridas, mas não houve mortes. Não é possível verificar as informações independentemente, porque as autoridades sírias restringem as operações da imprensa no país.   Continuação...