Enviado especial quer solução na Síria em 2013

domingo, 30 de dezembro de 2012 14:39 BRST
 

CAIRO, 30 Dez (Reuters) - O enviado internacional para a Síria afirmou que a situação no país está se deteriorando drasticamente, mas uma solução ainda é possível, nos termos de um plano de paz acordado em Genebra, em junho.

Lakhdar Brahimi disse que o Estado entraria em colapso sem uma solução, reiterando avisos de que o país poderia se transformar em "inferno" e uma nova Somália.

"Eu digo que a solução deve ser este ano: 2013, e, se Deus quiser, antes do segundo aniversário desta crise", disse Brahimi em uma coletiva de imprensa na Liga Árabe, no Cairo, referindo-se ao início do levante março 2011.

"Uma solução ainda é possível, mas está ficando mais complicado a cada dia", acrescentou. "Temos uma proposta e eu acredito que esta proposta seja aprovada pela comunidade internacional".

Brahimi é o enviado conjunto da Liga Árabe e ONU na tentativa de mediar um fim a um conflito que já matou pelo menos 44 mil pessoas. "A situação na Síria é ruim, muito, muito ruim, e ele está ficando pior e que o ritmo de deterioração está aumentando", disse ele.

"As pessoas estão falando sobre a Síria sendo dividida em um número de estados pequenos... não é isso que vai acontecer, o que vai acontecer é "Somalização": senhores da guerra", disse ele. A Somália não tem governo central efetivo desde a guerra civil eclodiu em 1991.

Brahimi, referindo-se ao plano de Genebra, disse: "Há bases sólidas para a construção de um processo de paz por meio do qual os sírios pode acabar com a guerra e luta e de construir o futuro."

O plano inclui um cessar-fogo, a formação de um governo e passos para as eleições, seja para um novo presidente ou um novo parlamento.

(Reportagem de Maria Golovnina e Tom Perry)

 
Enviado internacional da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi, fala durante coletiva de imprensa com o ministro do Exterior da Rússia, Sergei Lavrov, em Moscou, Rússia. Brahimi afirmou que a situação no país está se deteriorando drasticamente, mas uma solução ainda é possível, nos termos de um plano de paz acordado em Genebra, em junho. 29/12/2012 REUTERS/Sergei Karpukhin