Senado está perto de acordo para evitar "abismo fiscal" nos EUA

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 19:39 BRST
 

Por Thomas Ferraro e Jeff Mason

WASHINGTON, 31 Dez (Reuters) - Os líderes do Senado norte-americano estavam muito perto nesta segunda-feira de um acordo para evitar o "abismo fiscal", mas o compromisso era firme em relação ao aumento de impostos, mas brando sobre o corte de gastos, deixando uma incerteza se os parlamentares vão apoiá-lo, particularmente na Câmara.

A apenas algumas horas do prazo final, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que um acordo era visível para evitar o pior da crise fiscal, mas advertiu que ainda não estava completo.

"Ainda há problemas para resolver, mas estamos esperançosos de que o Congresso possa fazê-lo, embora ainda não tenha feito", disse Obama, um democrata, em pronunciamento na Casa Branca.

O acordo provisório do Senado deve aumentar os impostos em várias frentes, com os norte-americanos mais ricos recebendo grande parte da carga. Isso pode não ser popular na Câmara, controlada pelos republicanos.

Os aumentos tributários previstos seriam menores do que aqueles que entrarão em vigor automaticamente nesta semana se o Congresso não conseguir combater o peso total do abismo fiscal.

Se o Congresso não conseguir agir, cerca de 600 bilhões de dólares em aumentos de impostos e cortes generalizados de gastos do governo entrarão em vigor após a meia-noite, duras medidas que poderão levar o país de volta à recessão.

Sob o plano do Senado, aqueles com renda familiar acima de 450 mil dólares ou renda individual acima de 400 mil dólares ao ano deverão ser tributados em 39,6 por cento, alta em relação aos 35 por cento. Aqueles com renda menor poderão ser tributados com impostos atuais implantados pelo ex-presidente George W. Bush.

O plano do Senado também adia por um tempo indeterminado o período de cortes de gastos automáticos na defesa e em programas domésticos que também fazem parte do abismo fiscal.   Continuação...