Monti lança campanha na Itália com promessa de cortar impostos

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013 13:41 BRST
 

Por Steve Scherer

ROMA, 2 Jan (Reuters) - O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, prometeu nesta quarta-feira cortar impostos trabalhistas para estimular o crescimento, abandonando uma postura tecnocrata neutra e lançando sua campanha para um segundo mandato.

O ex-comissário europeu foi nomeado em novembro de 2011 para liderar um governo não eleito de direita-esquerda para salvar a Itália da crise financeira após a saída de Silvio Berlusconi.

O partido de Berlusconi retirou seu apoio a Monti em dezembro, e o premiê renunciou em 21 de dezembro, cerca de dois meses antes do que havia sido planejado.

Na sexta-feira, Monti abandonou seu papel de mediador para entrar na política em seu próprio direito e liderar uma aliança centrista para concorrer à eleição parlamentar de 24-25 de fevereiro.

O bloco do premiê, de 69 anos, está agora em uma disputa de três vias com o Partido Democrático (PD), de esquerda, e o partido Povo da Liberdade (PDL), do quatro vezes primeiro-ministro Berlusconi, à direita.

Pesquisas iniciais sugerem que o bloco de Monti poderia ganhar até 16 por cento dos votos, privando rivais de uma vitória clara, mas não o suficiente para governar.

Elas mostram o PD e seus aliados da coalizão a caminho de ganhar a votação, pelo menos na Câmara. Monti repetiu nesta quarta-feira que quer formar uma ampla coalizão de partidos pró-Europa e pró-reforma após a eleição.

Para os italianos, que têm suportado o peso de medidas de austeridade que Monti introduziu no final de 2011 para salvar a Itália de uma crise de dívida ao estilo grego, Monti prometeu baixar impostos sobre o trabalho e "redistribuir" a riqueza dos mais ricos aos mais pobres, se ele ganhar.   Continuação...