Presidente da Argentina pede diálogo com Grã-Bretanha sobre Malvinas

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 17:53 BRST
 

LONDRES, 3 Jan (Reuters) - A Grã-Bretanha rejeitou pedidos nesta quinta-feira da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para conversar sobre as disputadas Ilhas Malvinas depois que ela escreveu uma carta aberta ao primeiro-ministro britânico, David Cameron.

A Grã-Bretanha e a Argentina lutaram uma guerra de 10 semanas em 1982 pelas ilhas remotas no Atlântico Sul, que são parte dos territórios autônomos de além-mar da Grã-Bretanha.

Cristina lembrou o 30o aniversário do conflito com uma campanha diplomática prolongada para afirmar a reivindicação da soberania argentina, cuja importância foi levantada pela exploração de petróleo nas águas ao redor das ilhas.

Em sua carta, publicada nos jornais britânicos, Cristina acusou a Grã-Bretanha de romper as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) que pediam que os dois países negociassem uma solução para a disputa.

"A questão das Ilhas Malvinas também é uma causa apoiada pela América Latina e por uma vasta maioria de povos e governos ao redor do mundo que rejeitam o colonialismo", escreveu Cristina.

Cameron rejeitou o pedido dela por negociações, mantendo a postura de Londres de que as aproximadamente 3.000 pessoas das Malvinas tinham optado por serem britânicas.

"O futuro das Malvinas deveria ser determinado apenas pelos moradores das Malvinas", disse ele. "Sempre que lhes perguntam suas opiniões, eles dizem que querem manter seu status atual com o Reino Unido."

Os habitantes da ilha devem votar majoritariamente em favor do arranjo atual em um referendo neste ano.

"Espero que a presidente da Argentina escute o referendo e reconheça que os moradores das Malvinas devem escolher seu futuro", disse Cameron.   Continuação...