Ataques de insurgentes no nordeste da Nigéria deixam 13 mortos

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 15:49 BRST
 

MAIDUGURI, Nigéria, 4 Jan (Reuters) - Pelo menos 13 pessoas foram mortas em ataques contra alvos do governo durante dois dias no nordeste da Nigéria, onde forças de segurança estão combatendo militantes islâmicos, informou o Exército nesta sexta-feira.

Pistoleiros desconhecidos dispararam contra um posto do Exército na cidade de Marte na quarta-feira, enquanto supostos insurgentes utilizaram granadas e bombas contra o governo e delegacias no Estado de Adamawa na quinta-feira, disseram forças de segurança.

Mais de 50 pessoas foram mortas na região ao longo das duas últimas semanas em confrontos entre combatentes suspeitos de pertencer à seita islamita Boko Haram e forças de segurança.

"Homens armados atacaram 21 soldados de brigada alocados (na região conhecida como) Marte. No processo, um soldado, um policial e cinco agressores perderam a vida durante uma troca de tiros", disse à Reuters o porta-voz militar Sagir Musa na noite de quarta-feira.

Marte está perto de fronteiras porosas da Nigéria com Camarões e Níger e fica a cerca de 100 quilômetros de Maiduguri, sede da Boko Haram e maior cidade do nordeste.

Musa disse que dois rifles AK-47, uma espingarda fabricada localmente, munições e facões foram recuperados dos agressores.

A seita, que é vagamente baseada no Taleban afegão, matou centenas no ano passado em uma campanha para impor a sharia, a lei islâmica. As mais de 160 milhões de pessoas da Nigéria estão divididas de forma aproximadamente igual entre cristãos e muçulmanos.

A violência da Boko Haram continua focada principalmente em forças de segurança no nordeste, apesar de seus ataques se espalharem pelo norte e para a capital Abuja. É a maior ameaça à estabilidade no principal exportador de petróleo da África.

O presidente Goodluck Jonathan tem sido incapaz de conter a rebelião, apesar de ondas de ofensivas militares no nordeste e outras partes do norte e do centro, onde a Boko Haram tem uma forte presença.

Jonathan disse esta semana que a maioria dos suspeitos por trás de atentados importantes na Nigéria haviam sido presos e os ataques causados pelo que chamou de terroristas acabariam em breve.

(Reportagem de Ibrahim Mshelizza)