Tribunal da Índia indicia 5 por estupro coletivo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013 18:48 BRST
 

NOVA DÉLHI, 7 Jan (Reuters) - Cinco homens acusados de estuprar e matar uma estudante indiana ouviram nesta segunda-feira as acusações formais em um tribunal quase vazio de Nova Délhi, em uma audiência marcada por uma discussão entre advogados sobre se os réus merecem ou não serem defendidos.

A estudante de fisioterapia de 23 anos morreu no fim de dezembro, duas semanas depois de ser atacada dentro de um ônibus e atirada na rua. O caso teve grande repercussão, motivando um debate nacional sobre a incapacidade da polícia para conter a violência contra mulheres.

Diante da grande indignação popular contra os cinco adultos e um adolescente acusados pelo crime, a maioria dos advogados inscritos na jurisdição do tribunal se recusou a defendê-los.

Antes da chegada do grupo para a audiência de segunda-feira, houve confusão no tribunal por causa de dois advogados, Manohar Lal Sharma e V. K. Anand, que se ofereceram para defender os homens.

"Estamos vivendo em uma sociedade moderna", disse Lal Sharma. "Todos nós somos educados. Todo acusado, inclusive aqueles por delitos brutais como este, tem o direito legal ... de se defender."

Uma advogada cutucou Anand no peito, dizendo: "Vou ver como você pode representar os acusados."

Sem conseguir restaurar a ordem, a juíza Namrita Aggarwal determinou que advogados, jornalistas e curiosos deixassem o plenário e que apenas promotores permanecessem. Ela anunciou que a partir de agora o julgamento transcorrerá em segredo.

Imagens da Reuters TV mostraram os cinco acusados descendo de um veículo policial e entrando no tribunal do Sul de Délhi com os rostos cobertos. O tribunal fica em frente ao cinema de onde a vítima saiu na noite em que foi atacada a caminho de casa.

Aggarwal entregou aos réus cópias das acusações, por crimes que incluem homicídio, estupro e sequestro, disse à Reuters um promotor que trabalha no caso.   Continuação...