Doente em Cuba, Chávez falta à festa da própria posse

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 16:35 BRST
 

Por Andrew Cawthorne

CARACAS, 10 Jan (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, segue doente em Cuba enquanto seus partidários realizaram uma grande demonstração de apoio no dia em que ele deveria tomar posse para um novo mandato de seis anos, nesta quinta-feira.

O adiamento da posse, inédito na história venezuelana, ilustra a gravidade do estado de saúde de Chávez, que já passou por quatro cirurgias em decorrência de um câncer na região pélvica.

O vice-presidente Nicolás Maduro, um ex-motorista de ônibus já apontado por Chávez como seu herdeiro político, comanda interinamente o país na ausência do ex-militar.

O presidente socialista, figura onipresente na mídia local desde sua ascensão ao poder em 1999, não é visto ou ouvido em público desde a cirurgia de 11 de dezembro.

"Só Deus sabe o que vai acontecer", disse Williams Medina, um trabalhador de 49 anos, à Reuters em meio a uma multidão de partidários de Chávez vestidos de vermelho no entorno do palácio presidencial, muitos usando cartazes com fotos de seu herói.

"Mas estamos prontos para fazer o que ele nos ensinou, porque cada um de nós é um Chávez. Estamos prontos para continuar com o socialismo, porque esse é o único caminho para salvar o planeta Terra."

Os 29 milhões de venezuelanos agora acompanham nervosamente aquele que pode ser o último capítulo na extraordinária vida de Chávez, que cresceu em uma humilde moradia rural para se tornar um dos mais conhecidos chefes de Estado do mundo.

A saga também tem enormes implicações para Cuba e outros países com governos de esquerda, que se beneficiam do petróleo subsidiado e de outras generosidades chavistas.   Continuação...

 
Apoiador do presidente venezuelano, Hugo Chávez, segura crucifixo perto da imagem de Chávez e do ex-líder Fidel Castro (D), em Caracas. Chávez segue acamado em Cuba enquanto seus partidários se preparam para uma grande demonstração de apoio no dia em que ele deveria tomar posse para um novo mandato de seis anos. 05/01/2013 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins