Doente em Cuba, Chávez falta à festa da própria posse na Venezuela

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 19:42 BRST
 

Por Enrique Andres Pretel e Deisy Buitrago

CARACAS, 10 Jan (Reuters) - Os seguidores do presidente venezuelano, Hugo Chávez, celebravam nesta quinta-feira o início de seu novo mandato presidencial, uma festa marcada pela ausência do líder socialista que aumenta as dúvidas sobre se poderá retomar o poder após quase um mês de internação em Cuba por causa de sua batalha contra o câncer.

O adiamento indefinido da posse, inédito na história venezuelana, ilustra a gravidade do estado de saúde de Chávez, que não é visto em público desde que anunciou que devia se submeter a uma cirurgia de emergência em Havana, a quarta em 18 meses.

Milhares de chavistas se juntaram para "o juramento simbólico" nos arredores do palácio presidencial de Miraflores, dançando ao ritmo de salsa e tambores, usando camisas vermelhas com o lema "#EuSouChávez" e faixas presidenciais tricolores cruzando o peito.

"Nós somos Chávez e hoje nos juram", disse Florencia Tovar, de 65 anos, usando boina, camisa vermelha e mostrando sua própria faixa presidencial. "O que ele nos deu, não vamos deixar que ninguém nos tire."

Funcionários de alto escalão de 22 governos, incluindo aliados próximos, como os presidentes boliviano, Evo Morales, o nicaraguense, Daniel Ortega, e o uruguaio, José Mujica, foram a Caracas para homenageá-lo e apoiar o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em sua estreia internacional como herdeiro político de Chávez.

Embora os simpatizantes do mandatário confiem que ele irá se recuperar para assumir mais para frente o mandato para o qual foi reeleito para governar até 2019, o próprio presidente considerou o pior cenário e nomeou Maduro como seu eventual sucessor se ele não conseguir continuar e novas eleições forem convocadas.

ADIAMENTO INDEFINIDO

Contudo, a possibilidade de novas eleições imediatamente ficou distante depois que o Tribunal Supremo de Justiça disse na quarta-feira que a posse presidencial poderia ser adiada indefinidamente até que se esclareçam as dúvidas se o mandatário poderá ou não exercer o cargo.   Continuação...