Morte de líder rebelde pode abrir guerra na oposição síria

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 10:10 BRST
 

Por Khaled Yacoub Oweis

AMÃ, 11 Jan (Reuters) - A morte de um importante comandante rebelde na Síria pode indicar o começo de uma guerra entre grupo armados, complicando a luta para derrubar o presidente Bashar al-Assad, disseram fontes ouvidas pela Reuters.

Thaer al Waqqas, comandante regional das Brigadas Al Farouq, um dos maiores grupos rebeldes sírios, foi morto a tiros na manhã de quarta-feira na localidade de Sermin, cidade do norte controlada pelos rebeldes, a poucos quilômetros da fronteira com a Turquia, segundo fontes rebeldes.

Al Waqqas, de acordo com essas fontes, era suspeito de envolvimento com a morte, há quatro meses, de Firas al Absi, principal líder da Frente Al Nusra, grupo jihadista ligado à Al Qaeda e qualificado em dezembro por Washington como organização terrorista.

Além de crônicos problemas de abastecimento e da escassez de dinheiro e armas pesadas, os rebeldes sírios sofrem com a falta de unidade, após quase dois anos de mobilização para tentar derrubar o regime de Assad.

"Os assassinos chegaram em um carro branco, desembarcaram e crivaram Waqqas de balas quando ele estava em um depósito de distribuição de alimentos", disse um dos rebeldes.

As suspeitas imediatamente recaíram sobre a Frente Al Nusra.

"O irmão de Absi é um comandante (na cidade) de Homs. Ele prometeu vingança por Firas, e parece que ele cumpriu sua promessa", disse o rebelde. "A Farouq está em um período de luto agora, mas parece questão de tempo até que os confrontos com a Nusra comecem em Bab al Hawa", acrescentou ele, referindo-se à passagem fronteiriça onde Absi morreu.

Já havia tensão entre grupos como o Nusra, composto principalmente por civis e apoiado por jihadistas estrangeiros, e grupos de oposição como o Farouq, que incorpora mais desertores do Exército e das forças de segurança oficiais, e que alguns consideram mais propenso a infiltrações por agentes de Assad.   Continuação...

 
Rebeldes enfrentam falta de unidade na luta que já dura quase dois anos para derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad. 09/01/2013.REUTERS/Yazan Homsy