January 11, 2013 / 5:42 PM / 5 years ago

Chefe da AIEA diz que não está otimista sobre negociação com Irã

4 Min, DE LEITURA

Por Aaron Sheldrick

TÓQUIO, 11 Jan (Reuters) - O chefe da agência nuclear da ONU disse nesta sexta-feira que não está otimista com a negociação com o Irã na próxima semana sobre garantir acesso à base militar que as potências ocidentais suspeitam que seja usada para trabalhos relacionados com armas atômicas.

As declarações de Yukiya Amano, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), contrastavam com uma avaliação mais otimista feita pela agência da ONU sediada em Viena, depois de um encontro com autoridades iranianas no mês passado.

A AIEA, cuja missão é evitar a disseminação de armas nucleares no mundo, vem tentando há um ano negociar uma chamada abordagem estrutural com o Irã que lhe daria acesso às instalações, autoridades e documentos.

A prioridade da AIEA é visitar a instalação militar de Parchin, a sudeste de Teerã, onde a agência suspeita que testes relevantes para armas nucleares podem ter ocorrido, talvez há uma década. Teerã nega a acusação.

"O cenário não é bom", disse Amano em Tóquio, referindo-se às negociações em Teerã na quarta-feira sobre o acordo que a AIEA espera que a capacite a retomar rapidamente sua investigação paralisada sobre a suposta pesquisa de bomba atômica.

As negociações entre a AIEA e o Irã são separadas, mas estão relacionadas, à diplomacia das seis potências mundiais para resolver a rixa nuclear com o Irã antes que leve a uma guerra no Oriente Médio, temida pelas ameaças israelenses de bombardear as instalações nucleares iranianas.

As potências ocidentais dizem que o Irã está tentando desenvolver a capacidade de construir armas atômicas, uma acusação que a República Islâmica rejeita.

Tanto a AIEA como Teerã disseram que foram feitos progressos no encontro de dezembro, sem dar detalhes.

No entanto, Amano disse em declarações em japonês, traduzidas para o inglês: "As conversas com o Irã não seguem uma linha linear. É um passo para frente, dois ou três para trás... Então não podemos dizer que temos um cenário otimista" para o encontro de 16 de janeiro.

Diplomatas ocidentais dizem que o Irã trabalhou durante o ano passado para limpar Parchin de qualquer prova de atividades ilícitas, mas Amano disse que no fim do ano passado uma visita da AIEA ainda teria sido útil.

A AIEA disse que depois das conversas no mês passado em Teerã esperava chegar a um acordo em janeiro que fosse rapidamente implementado.

Analistas e diplomatas dizem que há uma janela de oportunidade para que as potências mundiais renovem a pressão diplomática para encontrar uma solução negociada mais ampla para a discussão, depois que o presidente norte-americano, Barack Obama, venceu a reeleição em novembro.

As seis potências --Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China-- querem que o Irã reduza o seu programa de enriquecimento de urânio e coopere totalmente com a AIEA. O Irã quer que o Ocidente levante as sanções que prejudicam sua economia.

Ambos os lados dizem que querem retomar as negociações este mês, mas ainda precisam chegar a um acordo sobre a data e o local.

Reportagem adicional de Fredrik Dahl

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