Imprensa chinesa exige ação do governo contra poluição atmosférica

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 09:34 BRST
 

Por Terril Yue Jones

PEQUIM, 14 Jan (Reuters) - A imprensa chinesa cobrou do governo, nesta segunda-feira, providências contra a poluição atmosférica que nos últimos dias cobriu várias regiões do país em níveis perigosos, e um jornal chegou a questionar a "fixação" com o crescimento econômico.

A imprensa chinesa está sob rígido controle do Partido Comunista, e geralmente evita polêmicas, mas os meios de comunicação têm mais liberdade para falar da poluição, em parte porque não pode ser escondida do público.

Durante o fim de semana, Pequim registrou o índice de 755 numa medição de partículas no ar. O nível de 300 já é considerado perigoso, embora a Organização Mundial da Saúde recomende no máximo 20.

"Como podemos sair desse sufocante cerco da poluição?", perguntou o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista, em seu editorial de capa. "Que vejamos claramente a gestão da poluição ambiental com um sentido de urgência", acrescentou o texto.

Uma espessa névoa poluente cobriu a capital chinesa no fim de semana, reduzindo a visibilidade e levando muita gente a comprar máscaras. Foi a pior qualidade do ar já registrada na cidade, segundo Zhou Rong, ativista do Greenpeace.

Na tarde de segunda-feira, o índice de material particulado continuava em 321, segundo dados colhidos e divulgados pela embaixada dos EUA.

O jornal popular The Global Times disse que a situação do ar "chocou os moradores... gerando apelos do público para que o modelo de desenvolvimento do país se afaste da anterior fixação com o crescimento econômico".

A reportagem informou que a nuvem poluente se estende pela maior parte da planície setentrional chinesa.   Continuação...

 
Morador anda diante de chaminé que expele fumaça, perto de indústria química em Yingtan, na província de Jiangxi, em dezembro de 2010. A imprensa chinesa cobrou do governo providências contra a poluição atmosférica que nos últimos dias cobriu várias regiões do país em níveis perigosos. 09/12/2010 REUTERS/Stringer