Hospital cubano zela com fervor por privacidade de Chávez

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 21:30 BRST
 

Por Mark Frank

HAVANA, 14 Jan (Reuters) - À primeira vista, nada permite supor que um dos mais famosos chefes de Estado do mundo, o venezuelano Hugo Chávez, está lutando contra um câncer no Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas de Havana (Cimeq, na sigla em espanhol), em Cuba.

No fim de semana, não houve nenhum reforço visível da segurança no principal acesso ao hospital, onde guardas fardados verificavam a identidade de transeuntes e acenavam para jornalistas de plantão.

O amplo complexo de três andares pertence ao Ministério do Interior cubano e fica no arborizado bairro de Siboney, um dos mais sofisticados do país, na periferia oeste de Havana. O ex-presidente Fidel Castro mora a poucos minutos de lá.

Já faz um mês desde que Chávez passou por sua quarta cirurgia nesse hospital em 18 meses. Desta vez, não há boletins médicos otimistas e ele não é visto nem ouvido em público há semanas.

Fidel, de 86 anos, é o paciente mais conhecido do Cimeq. Ele tem sido atendido lá desde 2006, quando foi operado por causa de uma hemorragia intestinal e transferiu o poder ao seu irmão Raúl.

Chávez, que se declara um socialista revolucionário, vê Fidel como seu mentor e costumava visitá-lo lá com frequência antes de adoecer. Ironicamente, agora é Fidel quem está rotineiramente à beira do leito do amigo, de 58 anos.

Obscuros comunicados do governo venezuelano deram conta de uma inesperada hemorragia durante a última cirurgia de Chávez, seguida por uma infecção pulmonar. Desde meados de dezembro, seu estado é descrito como "estável", mas delicado.

O próprio Chávez mantém-se em silêncio. Sua conta do Twitter, antes usada com frequência para falar a 4 milhões de seguidores, está inativa desde 1o de novembro.   Continuação...