Próximo premiê da China diz que solução para a poluição é "de longo prazo"

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 14:55 BRST
 

Por Michael Martina

PEQUIM, 15 Jan (Reuters) - Dias depois de fumaça asfixiante cobrir a capital da China, o próximo primeiro-ministro do país somou sua voz aos apelos para conter a fumaça tóxica, mas ofereceu poucos detalhes e disse que não há solução rápida.

Os comentários do vice-premiê Li Keqiang, que deve assumir o cargo de primeiro-ministro em um congresso nacional em março, marcaram a primeira vez que um membro do Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista abordou os níveis de poluição que atingiram patamares recordes durante o fim de semana.

As condições tinham melhorado um pouco nesta terça-feira, mas o ar perigoso provocou comentários irritados de alguns dos 20 milhões de moradores de Pequim e inspirou a mídia estatal geralmente complacente a criticar a inércia do governo.

"Houve um acúmulo de longo prazo para este problema, e a solução vai exigir um processo de longo prazo. Mas temos de agir", disse a rádio estatal citando Li nesta terça-feira, três dias após as medidas de poluição ultrapassarem os recordes anteriores.

"Por um lado, temos que aumentar a força da gestão ambiental e outras tarefas oficiais, e, por outro lado, devemos lembrar ao público para reforçar a proteção pessoal. Esta situação exige conscientização e participação de todas as pessoas e nossa administração conjunta", afirmou.

Emissões de fábricas e usinas de aquecimento, vapores de milhões de veículos e da queima de tijolos de carvão para aquecer casas muitas vezes cobrem a cidade com uma névoa pungente que pode ficar parada sobre a cidade dependendo das condições meteorológicas.

A qualidade do ar em Pequim ficou muito acima dos níveis de risco no fim de semana, chegando a 755 no sábado em um índice que mede partículas no ar com um diâmetro de 2,5 micrômetros. Um nível acima de 300 é considerado perigoso, enquanto que a Organização Mundial de Saúde recomenda um nível diário de não mais do que 20.

Partículas com um diâmetro de 2,5 micrômetros, conhecidas como PM2.5, pode causar doença cardiopulmonar, câncer de pulmão e infecção respiratória aguda, de acordo com o Jornal de Toxicologia e Saúde Ambiental.   Continuação...