16 de Janeiro de 2013 / às 15:38 / 5 anos atrás

Suposta crítica de Obama a Netanyahu agita eleição israelense

Por Dan Williams

Presidente norte-americano, Barack Obama (D), reúne-se com premiê israelense, Benjamin Netanyahu, nas Nações Unidas, em Nova York, em setembro de 2011. As tensas relações entre Benjamin Netanyahu e Barack Obama chegaram à campanha eleitoral de Israel nesta quarta-feira, após o presidente dos EUA ter supostamente criticando o primeiro-ministro israelense. 21/09/2011 REUTERS/Kevin Lamarque

JERUSALÉM, 16 Jan (Reuters) - As tensas relações entre Benjamin Netanyahu e Barack Obama chegaram à campanha eleitoral de Israel nesta quarta-feira, após o presidente dos EUA ter supostamente criticando o primeiro-ministro israelense.

Menos de uma semana antes da eleição de 22 de janeiro, que pesquisas de opinião apontam uma vitória com folga do político de direita Netanyahu, a mídia israelense destacou um artigo de um colunista norte-americano sobre Obama e questionou se o presidente democrata estava tentando influenciar a votação.

O gabinete de Netanyahu não quis comentar a coluna de Jeffrey Goldberg, da Bloomberg, que descreveu Obama como frustrado com a construção de mais assentamentos na Cisjordânia, o que aprofundou o impasse diplomático de Israel com os palestinos. A coluna, publicada na terça-feira, não cita as fontes da informação.

“Se a Reuters puder confirmar que a história é verdadeira, eu falo sobre isso”, disse o porta-voz de Netanyahu Mark Regev.

A Casa Branca não comentou o conteúdo da coluna.

“Obama disse em particular e repetidamente: ‘Israel não sabe quais são seus melhores interesses’”, escreveu Goldberg.

Obama “parece ver o primeiro-ministro como um político covarde, um líder essencialmente incontestado que, contudo, não está disposto a liderar ou gastar capital político para promover a causa do comprometimento”, acrescentou Goldberg.

Apesar de ter sido matéria de capa em Israel, parece improvável que a coluna da Bloomberg prejudique a liderança eleitoral de Netanyahu. A expectativa é que sua chapa Likud-Beiteinu receba cerca de 34 das 120 cadeiras do Parlamento e forme o próximo governo de coalizão.

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