Tropas africanas chegam ao Mali para ajudar missão francesa

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013 20:46 BRST
 

Por Bate Felix e Marco Trujillo

BAMAKO/SEGOU, 17 Jan (Reuters) - O primeiro contingente de uma nova força regional africana chegou nesta quinta-feira ao Mali para auxiliar as tropas locais e francesas que combatem rebeldes islâmicos no norte do país.

Cerca de 100 soldados togoleses desembarcaram em Bamako e forças nigerianas já estão a caminho. Contingentes do Níger e do Chade estão se agrupando no Níger, país a leste do Mali.

A expectativa inicial é de que a força africana, autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), só estaria operacional em setembro, mas a intervenção militar francesa iniciada na semana passada acelerou as coisas.

Militantes ligados à Al Qaeda controlam grande parte do norte do Mali desde o ano passado. Para tentar contê-los, a França tem bombardeado posições rebeldes, além de movimentar 1.400 soldados por terra.

Nesta quinta-feira, os militares da França enfrentaram alguns insurgentes na pequena localidade de Diabaly, mas evitaram um ataque total, já que os combatentes se refugiaram nas casas de civis, segundo moradores.

Uma moradora que fugiu da cidade durante a noite com três filhos disse que Diabaly ainda está ocupada por muitos militantes islâmicos. "Toda vez que eles escutam um avião sobrevoar, eles correm para as casas, traumatizando as pessoas", relatou ela.

O presidente da França, François Hollande, disse que a intervenção militar foi necessária porque os militantes ameaçam transformar o norte do Mali, uma ex-colônia francesa, em um "Estado terrorista", usando a região como base para cometer atentados em outros países.

Numa aparente retaliação, militantes islâmicos da vizinha Argélia tomaram dezenas de estrangeiros como reféns em uma usina de gás no Saara.   Continuação...

 
Soldados do Exército nigeriano se preparam para viajar ao Mali, no centro de manutenção de paz do Exército nigeriano, em Jaji, perto de Kaduna, na Nigéria, nesta quinta-feira. 17/01/2013 REUTERS/Afolabi Sotunde