Mulher assume culpa por suicídio assistido de veterano de guerra

sábado, 19 de janeiro de 2013 11:47 BRST
 

Dan Whitcomb

LOAS ANGELES, Jan (Reuters) - Uma mulher da Califórnia foi condenada a liberdade condicional nesta sexta-feira por ajudar um veterano de 86 anos da Segunda Guerra Mundial a cometer suicídio ao misturar uma dose letal de Oxycontin em seu iogurte mesmo sem ele estar com doença terminal ou acamado.

Elizabeth Barrett, de 66 anos, confessou ser culpada e recebeu três anos de condicional, em vez de prisão, por não ter ficha criminal, estar doente e pelo desejo da própria família do veterano, de acordo com a Promotoria do condado de Orange.

"Eu acho que a Sra, Barrett aceitou assumir a culpa em vez de batalhar nos tribunais por causa de seus próprios problemas médicos, e as pessoas (promotores) foram razoáveis e fizeram uma oferta de condicional", afirmou o advogado da ré, Daryl Anthony, após a audiência na Corte Superior.

Anthony disse que sua cliente está sofrendo de câncer e passando por quimioterapia.

Barrett conheceu Jack Koency, de 86 anos, por meio de um grupo de idosos que se reuniam regularmente em um Starbucks perto de sua casa, em Laguna Woods, e foi acusada de planejar e auxiliar no suicídio após se encontrar com ele cerca de uma semana antes de sua morte, em 2011.

Koency sofria com depressão desde a Segunda Guerra Mundial, mas não estava com doença terminal ou acamado.

Promotores disseram que Barrett levou Koency até uma filial da Neptune Society, uma cremadora, para preparar o próprio funeral. Ela então comprou iogurte, uma garrafa de conhaque e remédio para azia para conter o refluxo do ácido por tomar as altas doses de Oxycontin, um analgésico.

Após dirigir de volta ao apartamento, Barrett preparou uma quantidade letal de Oxycontin e misturou ao iogurte, dando a ele em seguida, de acordo com os promotores. Koency ingeriu o produto, deitou em sua cama e morreu.   Continuação...