21 de Janeiro de 2013 / às 17:33 / 5 anos atrás

Obama inicia 2º mandato com apelo contra "absolutismo"

Presidente norte-americano Barack Obama discura durante cerimônia de posse em Washington. Obama pediu que o país se concentre na prosperidade da classe média em vez do sucesso de uma elite de poucos durante o discurso de posse de seu segundo mandato, no qual também pediu que os políticos deixem de lado o partidarismo ferrenho para tratar dos urgentes problemas econômicos. 21/01/2013 REUTERS/Jim Bourg

Por Matt Spetalnick e John Whitesides

WASHINGTON, 21 Jan (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conclamou na segunda-feira os norte-americanos a rejeitarem o “absolutismo” político e o rancor partidário, e usou o início do seu segundo mandato para fazer um inflamado apelo por ação coletiva e para adotar um tom mais assertivo diante dos desafios que ele enfrentará nos próximos quatro anos.

A cerimônia de posse no Capitólio teve toda a pompa tradicional, mas foi bem mais modesta do que na histórica festa de 2009, quando ele se tornou o primeiro negro a ocupar o cargo de presidente dos EUA, personificando os desejos de esperança e mudança do país. Cerca de 700 mil pessoas assistiram ao evento, menos de metade das 1,8 milhão presentes em Washington há quatro anos.

Para o segundo mandato, as expectativas sobre Obama estão atenuadas por causa da persistente fragilidade econômica do país e das divisões políticas em Washington. Apesar disso, Obama fez uma listagem confiante dos seus planos, abrangendo temas como mudança climática, imigração e direitos dos homossexuais.

“Não podemos confundir absolutismo com princípio, substituir a política pelo espetáculo, nem tratar xingamentos como um debate racional”, disse Obama, num dia de muito frio, sobre o palanque montado nas escadarias do Congresso, com vista para a avenida National Mall. “Devemos agir, sabendo que as vitórias de hoje serão apenas parciais.”

Falando em termos mais específicos do que se previa, Obama prometeu “escolhas difíceis” para reduzir o déficit federal, e propôs uma reforma tributária e do governo.

O democrata chega à sua segunda posse com bons números nas pesquisas e com a oposição republicana na defensiva, depois de um primeiro mandato marcado por realizações como a reforma da saúde pública, o fim da guerra no Iraque e a morte de Osama bin Laden.

Mas ele terá pela frente batalhas a respeito do orçamento, do controle de armas e da imigração. Os republicanos se mostram dispostos a fazer oposição cerrada, e Obama aparentemente ainda não descobriu como convencê-los a negociar.

JURAMENTO REPETIDO

Ao erguer a mão direita para prestar juramento no Capitólio diante do presidente da Suprema Corte, John Roberts, Obama estava na verdade tomando posse do seu mandato pela segunda vez em 24 horas.

Na véspera, Obama havia tomado posse formalmente num evento reservado na Casa Branca, atendendo à exigência constitucional de que o mandato presidencial comece em 20 de janeiro. Mas os organizadores da festa concluíram que adiar a parte pública da cerimônia para segunda-feira seria mais conveniente.

Aos 51 anos, com os cabelos bem mais grisalhos do que há quatro anos, Obama buscou angariar o apoio popular para concluir as tarefas ainda pendentes.

“Preservar nossas liberdades individuais em última análise exige uma ação coletiva”, disse o democrata, que enfrenta um cenário de desemprego persistente, grande endividamento público e profundas divisões partidárias.

A cerimônia pública caiu no mesmo dia do feriado nacional que homenageia o líder negro Martin Luther King, e o presidente abraçou o simbolismo.

Ele prestou juramento com as mãos sobre duas Bíblias --uma delas do presidente Abraham Lincoln, que aboliu a escravidão, e a outra do reverendo King. Myrlie Evers-Williams, viúva de outro ativista assassinado dos direitos civis, Medgar Evers, teve a honra de proferir a evocação na cerimônia.

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