Palestinos não veem esperança de paz em eleições israelenses

terça-feira, 22 de janeiro de 2013 14:05 BRST
 

Por Noah Barkin e Saleh Salem

RAMALLAH/GAZA, 22 Jan (Reuters) - Os palestinos demonstraram indiferença nesta terça-feira enquanto os israelenses votavam em uma eleição que deve resultar em um governo linha dura mais propenso a expandir os assentamentos judaicos em terras ocupadas do que buscar a paz.

"Independentemente de quem vencer, o resultado é o mesmo: os israelenses querem esta terra, mas não as pessoas", disse Ahmed Amro, professor da Universidade Aberta Al-Quds, em Ramallah, capital da Cisjordânia.

"Os palestinos deveriam ter um plano para enfrentar a situação em que estamos, e não dar muita atenção a quem ganha", disse ele a respeito das quatro milhões de pessoas sob ocupação israelense ou bloqueio.

Israel ocupou a Cisjordânia desde a captura da região numa guerra em 1967, junto com Jerusalém Oriental, a Faixa de Gaza e as Colinas de Golã. Gaza tem permanecido sob restrições rígidas de movimento desde que soldados e colonos israelenses se retiraram em 2005.

Pesquisas de opinião preveem que o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, será reeleito à frente de uma coalizão dominada por partidos religiosos radicais e partidos nacionalistas pró-colonos que dão pouca atenção para os esforços de paz apoiados pelos Estados Unidos.

"Esperamos que esta eleição leve à paz, ao reconhecimento do Estado palestino e aos direitos do povo palestino", disse o médico Hussein Ekelan, de Gaza.

"Mas todas as indicações dizem que Netanyahu vai ganhar, e este será um grande desastre", acrescentou ele.

PALESTINOS DIVIDIDOS   Continuação...

 
Ativista segura bandeira palestina perto de uma tenda recém montada no vilarejo de Beit Iksa, na Cisjordânia, entre Ramallah e Jerusalém. Os palestinos demonstraram indiferença nesta terça-feira enquanto os israelenses votavam em uma eleição que deve resultar em um governo linha dura mais propenso a expandir os assentamentos judaicos em terras ocupadas do que buscar a paz. 20/01/2013 REUTERS/Mohamad Torokman