Venezuela denuncia plano para matar vice e chefe da Assembleia

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 22:07 BRST
 

Por Deisy Buitrago e Mario Naranjo

CARACAS, 23 Jan (Reuters) - O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta quarta-feira que um grupo não identificado se infiltrou no país para atentar contra a sua vida e a do chefe da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, enquanto o presidente Hugo Chávez continua em Cuba se recuperando de uma cirurgia contra um câncer.

Maduro, ex-motorista de ônibus que foi designado por Chávez como seu eventual herdeiro político, garantiu que há elementos de peso para denunciar o plano e, embora não tenha mostrado provas concretas, disse que nas próximas horas ou dias medidas serão tomadas.

Durante um evento com milhares de pessoas em Caracas para celebrar o fim da ditadura de 1958, Maduro disse que os grupos que querem atentar contra ele e o tenente reformado Cabello não conseguirão atingir seu objetivo.

"Nós já levamos algumas semanas seguindo grupos que se infiltraram no país e têm o objetivo de atentar contra a vida do companheiro Diosdado Cabello e contra minha vida", disse Maduro.

"Eles dizem que têm de tirar do meio o tenentinho e o motorista de ônibus, assim dizem", acrescentou o vice-presidente, que se prepara para viajar a Havana com o ministro da Energia, Rafael Ramírez, para conversar com Chávez.

O próprio Chávez denunciou durante seus 14 anos de mandato supostos complôs para matá-lo, mas poucas vezes apresentou provas.

"Recordamos uma festa da democracia tomando as ruas, fazendo com que o inimigo saiba que estamos atentos às suas ações, que se tocarem em Chávez vão se ver conosco", disse Carlos Rangel, um funcionário público de 42 anos que participou do evento.

Em uma Venezuela acostumada à onipresença televisiva de Chávez, o silêncio do mandatário de 58 anos desde que foi operado em Havana em 11 de dezembro despertou preocupações sobre seu estado de saúde.   Continuação...

 
O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursa para milhares de pessoas em Caracas, na Venezuela, nesta quarta-feira. 23/01/2013 REUTERS/Jorge Silva