Grupo islâmico do Mali racha, e líder de facção propõe negociar

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 10:30 BRST
 

Por David Lewis

DACAR, 24 Jan (Reuters) - Uma facção de um dos grupos armados islâmicos que ocupam o norte do Mali rompeu com seus aliados da Al Qaeda e diz estar disposta a negociar com o governo, disse o líder do novo grupo na quinta-feira.

Alghabass Ag Intallah, membro graduado do grupo tuaregue Ansar Dine, disse que criou uma nova organização, o Movimento Islâmico de Azawad (MIA), e que está preparado para buscar uma solução negociada para o conflito malinês.

Uma operação militar comandada pela França tenta atualmente rechaçar os combatentes islâmicos que há duas semanas iniciaram uma ofensiva-surpresa rumo à capital, Bamako, depois de dominarem desde o ano passado o desértico norte do país. Uma força terrestre de outros países africanos está sendo mobilizada para apoiar as tropas da França e do Mali.

"Queremos travar nossa guerra, e não a da AQMI", disse Ag Intallah por telefone, referindo-se à Al Qaeda do Magreb Islâmico, que age na região.

"É preciso haver um cessar-fogo para que haja diálogo", afirmou ele, falando da localidade de Kidal, reduto tuaregue no nordeste do Mali, conquistado no ano passado pelo Ansar Dine.

Ele disse que o novo grupo, com sede em Kidal, está em contato com mediadores em Burkina Faso e com autoridades argelinas. Ele disse que os rebeldes reivindicam mais autonomia para o norte, mas não a independência.

O Ansar Dine havia estabelecido uma aliança informal com a AQMI e com um terceiro grupo, o Mujwa, para impor a "sharia" (lei islâmica) numa área desértica e montanhosa do tamanho do Texas.

Não foi imediatamente possível confirmar quantos combatentes deixariam as fileiras do Ansar Dine para aderir ao novo grupo.   Continuação...