24 de Janeiro de 2013 / às 12:32 / 5 anos atrás

Grupo islâmico do Mali racha, e líder de facção propõe negociar

Por David Lewis

DACAR, 24 Jan (Reuters) - Uma facção de um dos grupos armados islâmicos que ocupam o norte do Mali rompeu com seus aliados da Al Qaeda e diz estar disposta a negociar com o governo, disse o líder do novo grupo na quinta-feira.

Alghabass Ag Intallah, membro graduado do grupo tuaregue Ansar Dine, disse que criou uma nova organização, o Movimento Islâmico de Azawad (MIA), e que está preparado para buscar uma solução negociada para o conflito malinês.

Uma operação militar comandada pela França tenta atualmente rechaçar os combatentes islâmicos que há duas semanas iniciaram uma ofensiva-surpresa rumo à capital, Bamako, depois de dominarem desde o ano passado o desértico norte do país. Uma força terrestre de outros países africanos está sendo mobilizada para apoiar as tropas da França e do Mali.

“Queremos travar nossa guerra, e não a da AQMI”, disse Ag Intallah por telefone, referindo-se à Al Qaeda do Magreb Islâmico, que age na região.

“É preciso haver um cessar-fogo para que haja diálogo”, afirmou ele, falando da localidade de Kidal, reduto tuaregue no nordeste do Mali, conquistado no ano passado pelo Ansar Dine.

Ele disse que o novo grupo, com sede em Kidal, está em contato com mediadores em Burkina Faso e com autoridades argelinas. Ele disse que os rebeldes reivindicam mais autonomia para o norte, mas não a independência.

O Ansar Dine havia estabelecido uma aliança informal com a AQMI e com um terceiro grupo, o Mujwa, para impor a “sharia” (lei islâmica) numa área desértica e montanhosa do tamanho do Texas.

Não foi imediatamente possível confirmar quantos combatentes deixariam as fileiras do Ansar Dine para aderir ao novo grupo.

Negociadores internacionais tentam desafazer a aliança islâmica, oferecendo negociações com o Ansar Dine e com separatistas tuaregues, com a condição de que eles se desvinculem da AQMI. Ag Intallah foi um negociador importante do Ansar Dine em negociações no ano passado.

Mas as negociações preliminares foram abandonadas no mês passado depois que o Ansar Dine cancelou um cessar-fogo, em meio a relatos sobre divisões entre moderados que buscam uma solução política e radicais com profundas ligações com a Al Qaeda.

As estimativas para o número total de combatentes islâmicos no Mali variam, mas não superam os cerca de 3.000.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below