França não vê indícios de que presidente sírio seja derrubado logo

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 16:09 BRST
 

Por John Irish e Oliver Holmes

PARIS/BEIRUTE, 24 Jan (Reuters) - A França disse nesta quinta-feira que não havia sinais de que o presidente sírio, Bashar al-Assad, estivesse prestes a ser derrubado, algo que Paris vinha dizendo que estava para acontecer havia meses. O levante contra o governo de Assad fez quase dois anos.

Sessenta mil sírios foram mortos e outros 650.000 agora são refugiados no exterior, segundo a Organização das Nações Unidas.

A França, antiga colonizadora da Síria, é um dos principais partidários dos rebeldes que tentam derrubar Assad, e foi o primeiro país a reconhecer a coalizão opositora.

"As coisas não estão se movendo. A solução pela qual esperávamos, e com isso eu quero dizer a queda de Bashar e a chegada da coalizão (da oposição) ao poder, não aconteceu", disse o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, em seu discurso anual de Ano Novo para a imprensa.

Fabius afirmou à rádio RFI em dezembro que "o fim está chegando" para Assad. Mas, na quinta-feira, ele disse que a mediação internacional e as discussões sobre a crise, que começou em março de 2011, não estavam indo a lugar algum. "Não há sinais positivos recentes", disse.

Ele acrescentou que líderes da oposição síria e delegados de cerca de 50 nações e organizações vão se reunir em Paris em 28 de janeiro para discutir como cumprir compromissos anteriores. Assad resistiu a todas as tentativas de forçá-lo a renunciar e liderou uma repressão impiedosa contra o que ele chama de terroristas apoiados pelo exterior.

A televisão estatal síria mostrou o presidente na quinta-feira visitando uma mesquita para celebrar o nascimento do profeta Maomé. Assad apertou as mãos de membros do governo e sorriu, mas não discursou.

Enquanto isso, forças do Exército sírio bombardearam áreas do país mantidas pela oposição com artilharia e ataques aéreos, e insurgentes entraram em confronto com a infantaria, disse a oposição.   Continuação...