Estudos calculam custo da criminalidade na América Latina
Por Daniel Bases
NOVA YORK, 24 Jan (Reuters) - O crime, como se sabe, não compensa. Mas ele certamente custa caro.
Uma série de estudos encomendados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quantifica os custos da criminalidade e da violência na América Latina e Caribe, chegando a novas conclusões a partir de estatísticas sobre segurança pública, saúde e economia.
No Brasil, um estudo mostrou que as pessoas pagam 13 bilhões de dólares só para terem a sensação de segurança. No Uruguai, o impacto negativo do problema chega a 3 por cento do Produto Interno Bruto. Em geral, bebês nascidos de mães que sofrem violência física são mais propensos a ter problemas de saúde.
"As pessoas pagam pela sensação de segurança", disse David Vetter, coordenador do estudo que avaliou o impacto da insegurança sobre o valor dos imóveis em áreas metropolitanas brasileiras. "Há muito mais pessoas que tem medo dos crimes do que são vítimas dos crimes", disse por telefone à Reuters.
Um tema que permeia os oito estudos apresentados é que as mulheres, crianças e famílias em geral sofrem mais com a criminalidade e a violência.
O BID observa que a região apresenta algumas das maiores taxas mundiais de homicídios e que nela ficam 20 das cidades mais violentas do planeta.
No entanto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a região da América Latina e Caribe crescerá 3,6 por cento neste ano, mais do que o dobro do 1,4 por cento previsto para as economias avançadas, e acima da média mundial de 3,5 por cento. Esse tipo de crescimento mascara parcialmente o impacto da criminalidade e da violência sobre as economias da região.
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