Brasil e Chile assinam acordo para compartilhar base na Antártida

sábado, 26 de janeiro de 2013 18:09 BRST
 

26 Jan (Reuters) - Brasil e Chile assinaram um acordo neste sábado para que os brasileiros possam usar as instalações da base chilena na Antártida, enquanto o governo brasileiro reconstrói a sua base destruída por um incêndio em fevereiro do ano passado.

A base brasileira só deve começar a ser reconstruída no fim deste ano, segundo as previsões feitas pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, em setembro passado.

"Acabamos de assinar esse acordo, em que o presidente (Sebastián) Piñera falou muito bem sobre o continente branco. Nós agradecemos essa cooperação ao Chile, principalmente diante da importância para o Brasil dessa cooperação e diante dos fatos que aconteceram na nossa base", discursou a presidente Dilma Rousseff após reunião oficial com o presidente chileno.

"O Chile está oferecendo toda facilidade para a reconstrução da base brasileira que recentemente se queimou em Antártida", disse Piñera.

O incêndio que destruiu a base brasileira na Antártida interrompeu pesquisas e causou a morte de dois militares que tentaram combater o fogo.

Além da visita oficial ao Chile, Dilma também participa neste sábado da reunião de cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e a União Europeia.

Durante o pronunciamento, após a reunião com Piñera neste sábado, Dilma disse que essa é uma boa oportunidade para estimular a aproximação das duas regiões.

"Essa cooperação inter-regional passa a ser um elemento fundamental para a superação e para construção de um mundo que cresce, que distribui renda e que beneficia suas populações", afirmou Dilma.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

 
Vista geral da base brasileira "Comandante Ferraz" na Antártica em foto de arquivo de 2 de novembro de 2008. Brasil e Chile assinaram um acordo neste sábado para que os brasileiros possam usar as instalações da base chilena na Antártida, enquanto o governo brasileiro reconstrói a sua base destruída por um incêndio em fevereiro do ano passado. REUTERS/Paulo Whitaker