Pentágono vai ampliar força de segurança cibernética

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 10:14 BRST
 

WASHINGTON, 28 Jan (Reuters) - O Pentágono planeja designar significativamente mais pessoal para o combate a crescentes ameaças contra as redes de computadores do governo dos Estados Unidos, nos próximos anos, e para conduzir operações ofensivas contra inimigos externos, anunciou um dirigente do setor de defesa norte-americano no domingo.

O plano, que ampliaria consideravelmente os quadros militares e civis do Comando Cibernético dos EUA, surge no momento em que o Pentágono está promovendo o novo comando a um patamar semelhante a um dos mais importantes comandos de combate do país.

O funcionário afirmou que não haviam sido tomadas decisões formais sobre a expansão dos efetivos ou a transformação do Comando Cibernético em comando "unificado" como o Comando Estratégico norte-americano, que orienta o Comando Cibernético e controla o arsenal nuclear dos EUA.

Quaisquer mudanças na estrutura do comando de combate serão feitas com base nas necessidades estratégicas e operacionais, e levarão em conta a necessidade de uso eficiente do dinheiro dos contribuintes, disse o funcionário, que não tinha autorização para falar publicamente sobre a questão.

O funcionário disse que o Pentágono está trabalhando em estreito contato com o Comando Cibernético e os principais comandos militares dos EUA a fim de desenvolver "a estrutura de forças ideal para operar com sucesso no ciberespaço".

O jornal Washington Post, citando importantes funcionários do setor de defesa, reportou na noite de domingo que o Pentágono havia decidido expandir os efetivos do Comando Cibernético dos atuais 900 integrantes para 4,9 mil membros nos próximos anos.

O funcionário confirmou que o Comando Cibernético planeja expandir significativamente a sua força, mas disse que os números específicos mencionados pelo jornal são "pré-decisórios".

O jornal afirmou que funcionários importantes do Pentágono haviam chegado a acordo quanto à necessidade de expandir a força no final do ano passado devido a uma série de ataques, entre os quais, uma invasão que apagou as memórias de mais de 30 mil computadores em uma companhia estatal de petróleo da Arábia Saudita, segundo o jornal.

(Por Sarah Lynch e Andrea Shalal-Esa)